UA condena ataques contra escolta de assistência em Darfur

Cartum- Sudão (PANA) -- A Missão da União Africana (UA) no Sudão condenou os ataques esporádicos registados contra uma escolta de assistência e trabalhadores, atribuídos a um dos grupos rebeldes da região de Darfur, oeste do Sudão.
"A contínua falta de cooperação do SLA (Exército de Libertação do Sudão) faz duvidar do empenho deste movimento na retomada pacífica das negociações de Abuja cuidadosamente preparadas pelo enviado especial da UA Salim Ahmed Salim após consultas com os partes em conflito e com parceiros da organização continental", refere a UA.
Num comunicado, a UA acusa o SLA de "desestabilizar a região e de pôr em risco as negociações de paz com o governo sudanês", que devem retomar a 15 de Setembro na capital nigeriana.
O Presidente sudanês Omar Hassan el-Bashir reafirmou na semana passada o compromisso do seu governo em pôr termo ao conflito de Darfur, onde o SLA e o Movimento pela Justiça e Igualdade (JEM) lutam contra as tropas governamentais.
Na sequência da audiência que concedeu a Salim em visita em Cartum, o líder sudanês apelou à UA para assumir uma posição firme quanto aos compromissos de todas as partes ao acordo de cessar-fogo e às próximas negociações.
A UA desdobrou cinco mil e 500 observadores militares e policiais para monitorar o cessar-fogo de Abril de 2004 entre o governo sudanês e os rebeldes de Darfur, entretanto várias vezes violado.
Este conflito inciado em Fevereiro de 2003 terá deixado 180 mil mortos e deslocado mais de um milhão de pessoas.

06 Setembro 2005 20:55:00




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