UA autoriza sanções contra rebelião burundesa

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- O Conselho Executivo da União Africana (UA) que encerrou segunda-feira, em Addis Abeba, a sua V sessão ordinária, pediu ao Conselho de Paz e Segurança da UA (CPS) que examinasse as actividades do PALIPEHUTU-FNL com vista "a tomar medidas políticas e judiciais apropriadas contra este movimento" rebelde burundês.
Num projecto de decisão submetido à III cimeira da UA que arrancou terça-feira, em Addis Abeba, o Conselho declara ratificar "a decisão que concede um prazo adicional de três meses ao PALIPEHUTU-FNL de Agathon Rwasa" para que se junte ao processo de paz "e impõe, com efeito imediato, restricções aos movimentos dos seus dirigentes e membros".
O Conselho Executivo da UA congratulou-se, por outro lado, "com a evolução encorajadora do processo de paz e reconciliação" no Burundi.
Enconraja o governo de transição e as partes burundesas a "não pouparem esforços para assegurarem o sucesso da transição, tomando medidas necessárias para a realização de eleições nos prazos" previstos pelo acordo de Arusha, assinado a 28 de Agosto de 2000 na Tanzânia.
Expressa a sua gratidão pelos esforços de mediação de Jacob Zuma, vice-Presidente sul-africano, e encoraja este a prosseguir os seus "esforços incansáveis com vista à busca de uma solução duradoura no Burundi".
O Conselho Executivo da UA congratula-se igualmente com o desdobramento da Operação das Nações Unidas no Burundi (ONUB) "para um missão no quadro dos acordos de cessar-fogo".
Expressa finalmente a sua "gratidão" aos países que deram as suas tropas, nomeadamente a África do Sul, a Etiópia e Moçambique, bem como aos que forneceram observadores militares, designadamnte o Burkina Faso, Gabão, Mali, Togo e a Tunísia.

07 Julho 2004 21:01:00




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