UA advoga julgamento equilibrado para mercenários em Malabo

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- O Conselho Executivo da União Africana (UA) encorajou, segunda-feira, as autoridades equato- guineenses a garantirem um julgamento equilibrado dos presumíveis mercenários detidos em Malabo, no respeito escrupuloso pelo direito à defesa.
O Conselho Executivo fez este apelo quando preparava a III Cimeira ordinária de três dias dos chefes de Estado e de governo da UA, iniciada terça-feira em Addis Abeba, sede da organização continental.
Num projecto de decisão preparado para os chefes de Estado e cuja cópia foi transmitida à PANA, o Conselho tira entretanto lições dos eventos de Malabo para pedir à Comssão da UA que "tome todas as medidas necessárias com vista a achar uma solução global para o fenómeno do mercenarismo no continente".
Segundo o Conselho, estas medidas passam pela "harmonização das legislações e medidas em vigor no quadro de um reexame da convenção da OUA (Organização da Unidade Africana transformada em UA) sobre a eliminação do mercenarismo em África".
Pede, por outro lado, às autoridades equato-guineenses "que promovam um diálogo político permanente com a oposição" e felicita todos os Estados da região que permitiram frustrar esta "tentativa de destabilização".
A 9 de Março último, 15 pessoas, maioritariamente de nacionalidade sul-africana, foram detidas em Malabo por suspeita de serem mercenários enviados para perpetrar um golpe de Estado contra o Presidente equato-guineense, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo.

07 Julho 2004 20:59:00




xhtml CSS