UA acolhe reunião internacional de alto nível sobre erradicação da fome em África

Addis Abeba, Etiópia (PANA) – Com cerca de um quarto da população africana sem alimentos suficientes, a União Africana (UA) vai, a partir de 30 de junho corrente, acolher durante dois dias um encontro internacional de alto nível na capital etíope, Addis Abeba, com o objetivo de renovar a parceria mundial para uma abordagem unificada com vista a erradicar a fome no continente.

Os participantes nesta reunião, organizada conjuntamente pela Comissão da UA, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pelo Instituto Lula do Brasil, vão reafirmar o seu envolvimento em princípios, políticas e estratégicas visando resolver o problema da fome até 2025, que enriquecerá o Programa de Desenvolvimento da Agricultura Africana (CAADP) e os planos de investimento para a segurança alimentar.

O primeiro resultado esperado deste encontro é uma declaração que exprimirá o compromisso político de promover e unificar os esforços africanos e internacionais a fim de lutar contra a fome, partilhar as tecnologias, estimular a determinação das comunidades rurais, construir e reconstruir as fontes de receitas das populações rurais e garantir a segurança alimentar para as populações urbanas.

O segundo resultado será a identificação duma ação imediata conjunta a realizar num local específico em África para mostrar a potencialidade desta iniciativa coordenada.

O ex-Presidente brasileiro, Luís Inácio Lula da Silva, pronunciará o discurso principal  intitulado « Erradicar a Fome graças a uma Abordagem Unificada », no qual ele partilhará a experiência do Brasil.

Segundo os organizadores deste encontro, após várias décadas de diminuição da produção alimentar per capita, uma nova era de otimismo aparece para o desenvolvimento de África e a produtividade da sua agricultura.

Apesar do impacto da crise mundial, as perspetivas económicas do continente melhoraramconsideravelmente durante esta última década, enquanto o Produto Interno Bruto (PIB) aumenta anualmente com uma média de cinco a seis porcento e há perspetivas de crescimentos mais intensas.

Mas, apesar destes progressos, 223 milhões de africanos não comem o suficiente e apenas no Sahel cerca de 19 milhões de pessoas arriscam ou vivem na insegurança alimentar, enquanto uma das piores secas da história torna a sobrevivência ainda mais difícil. No Corno de África, um milhão 200 mil pessoas vivem nas mesmas condições.

Os peritos agrícolas pensam que a única forma eficaz de fazer face a uma situação tão crítica e difícil é agrupar e articular as ações do Governo e das agências representativas  dos africanos, das agências multilaterais e dos organismos internacionais e envolver o setor privado, bem como a sociedade civil.

-0- PANA AR/SEG/NFB/JSG/FK/TON  19junho2013

19 Junho 2013 13:32:48


xhtml CSS