Tunisinas colhem frutos de militância na UA

Charm el-Cheikh- Egipto (PANA) -- As Tunisinas detidas são autorizadas a deixar as prisões durante a maternidade por um período de três meses, na sequência duma campanha levada a cabo na União Africana (UA) contra as violências sexuais por associações que defendem os direitos da mulher.
A presidente da Associação Tunisina das Mães, Agrebi Saida, declarou, no fim-de-semana em Charm el-Cheikh, que uma série de leis que para melhorar o bem-estar das mulheres permitiu às mulheres presas deixar a prisão durante a gravidez e o parto.
O Governo tunisino tomou medidas para se conformar com as aspirações do Tratado da União Africana de Julho de 2004 que exorta os países a garantir uma protecção efectiva às mulheres na sociedade.
Várias outras mulheres empregadas estão a consentir esforços para beneficiar do programa de meio dia de trabalho de que beneficiam igualmente as mulheres que amamentam na Tunísia, para lhes permitir melhor ocupar-se dos seus filhos, declarou Saida na conferência continental sobre os direitos das mulheres.
A conferência, que começou sexta-feira no Egipto, reuniu mulheres líderes e militantes dos direitos da mulher para divulgar a mensagem sobre o mau tratamento das mulheres.
Saida declarou que o Parlamento tunisino votou uma lei a 7 de Novembro de 2007 que permite às mães presas ficar pelo menos três meses fora da prisão para amamentar.
O Egipto, que acolhe a 11ª sessão ordinária da Assembleia dos Chefes de Estado e de Governo da União Africana (UA), foi igualmente citado como líder na campanha que visa melhorar as condições das mulheres para aceder aos fundos destinados à criação de empresas.
"A campanha que abrange um milhão de libras egípcias beneficiou as mulheres que evoluem no sector empresarial", declarou Saida na conferência, examinando a aplicação do tratado decisivo, a Declaração Solene sobre a Igualdade dos Sexos em África adoptada em Julho de 2004.
As mulheres africanas notaram que depois da declaração solene as mulheres em algumas partes do continente conseguiram aceder a uma larga gama de serviços, incluindo a vacinação das crianças contra as doenças comuns, aumentando a sua taxa de sobrevivência.
"A África do Norte registou alguns progressos, ajudando as mulheres nas empresas.
Cada país tenta reforçar o acesso aos cuidados de saúde para as mulheres e isto ajudará a reduzir a taxa de mortalidade nas mães e nas crianças", declarou a presidente da Associação Tunisina das Mães.

24 Junho 2008 09:27:00




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