Addis Abeba- Etíopia (PANA) -- Os deputados das cinco regiões políticas da África começarão a designar os candidatos ao Gabinete do Parlamento Panafricano (GPP).
A mais alta instância legislativa do continente, órgão essencial da União Africana (UA), será oficialmente inaugurada quinta-feira 18 de Março no Centro de conferência das Nações Unidas em Addis Abeba, capital etíope.
O Presidente moçambicano Joaquim Chissano, que também é presidente em exercício da Assembleia da UA, presidirá a sessão inaugural do Parlamento.
Por outro lado, os países candidatos à presidência do do Parlamento Panafricano, andam a passos largos nos corredores e fazem campanha em véspera deste evento histórico nos anais do continente.
Os dez postos do Parlamento ambicionados são a presidência e vice-presidência, os cinco grupos parlamentares que representam a África Ocidental, Oriental, Austral, Central e do Magreb, devem chegar a um acordo sobre os nomes dos seus candidatos em véspera da sessão inaugural.
Outros parlamentos solicitam o voto dos seus colegas para ser eleitos ao Gabinete do Parlamento Panafricano, às diferentes comissões e aos departamentos a serem criados durante a primeira sessão agendada de 18 a 20 de Março.
Patrick Mazimhaka, vice-presidente da Comissão da UA, revelou que cerca de 800 pessoas assistiriam à sessão inaugural.
Entre os convites de honra figuram o ex-presidente zambiano, Kenneth Kuanda, e observadores provenientes da Europa, China e Japão.
Os outros são presidentes dos parlamentos africanos regionais e líderes das organizações internacionais com os quais a UA mantém relações de cooperação.
O GPP vai dotar-se de um mecanismo para a adopção do seu regulamento interior logo após a sua inauguração.
Enquanto se espera o voto do orçamento do GPP, os Estados membros da UA custeiam a participação dos seus representantes na sessão inaugural do parlamento.
Pelo menos 36 Estados membros depositaram junto da Comissão da UA os seus instrumentos de ratificação do Protocolo do tratado que instituíu a Comunidade Económica Africana relativa ao Parlamento Panafricano.
Os países que não ratificaram o protocolo assistirão à sessão inaugural só como observadores.