Tripoli alberga cimeira sobre crise em Darfur

Tripoli- Líbia (PANA) -- A cidade de Tripoli alberga este domingo uma mini-cimeira africana sobre a crise na província de Darfur (oeste do Sudão) na qual participarão a Líbia, Nigéria (que assegura a presidência da União Africana), Egipto, Tchad e o Sudão.
O encontro vai discutir as possibilidades de travar a crise que assola o oeste do Sudão, há mais de 19 meses, o  restabelecimento da estabilidade e da segurança na região, bem como o encaminhamento das ajudas humanitárias aos deslocados que foram obrigados a deixar as suas casas devido a actos de violência.
Cerca de 1,4 milhão de pessoas fugiram esta região, dos quais 300 mil refugiaram-se no Tchad.
Os actos de violência causaram igualmente dezenas de milhares de vítimas entre mortos e feridos.
A PANA soube também que uma delegação dos dois movimentos  rebeldes em Darfur encontra-se em Tripoli.
Fontes diplomáticas líbias indicam, todavia, que estes últimos não vão assistirà cimeira e que a sua presença na capital líbia se inscreve no quadro dos aspectos sociais da crise.
Desde o início desta crise, Tripoli prossegue intensos esforços para tentar circunscrevê-la e assegurar as condições de regresso dos refugiados e dos deslocados às suas zonas de origem.
Neste quadro, a cidade líbia de Sirtes acolheu, em Agosto passado, uma reunião que agrupou responsáveis líbios, sudaneses, tchadianos e o presidente da Comissão da União Africana, para procurar uma plataforma de acordo entre as partes em conflito e apoiar os esforços da União Africana  visando a resolução desta crise.
A Líbia abriu igualmente um corredor seguro no seu território, a partir do porto de Benghazi (noroeste do país), para o transporte das ajudas humanitárias do Programa Alimentar Mundial (PAM) para as centenas de milhares de deslocados.
Os observadores estimam que esta mini-cimeira de Tripoli sobre a crise em Darfour reveste uma grande importância tendo em conta os desenvolvimentos nos planos local, regional e internacional desta crise.
Neste plano, Cartum é objecto de pressões persistentes e ameaças de sanções económicas.
Contudo, os responsáveis sudaneses e os observadores da União Africana desmentiram, em várias ocasiões, a existência de um genocídio na província, contrariamente ao que afirmam algumas capitais ocidentais.

17 Outubro 2004 13:51:00




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