Toneladas de remédios poderão deteriorar-se em São Tomé e Príncipe

São Tomé- São Tomé e Príncipe (PANA) -- Mais de 16 toneladas de medicamentos oferecidos pela Cooperação Portuguesa ao Ministério da Saúde de São Tomé e Príncipe correm o risco de deteriorarem-se por sobrestadia no porto de São Tomé debaixo de temperaturas elevadas.
Os remédios doados a pedido do Ministério da Saúde do arquipélago estão há pelo menos 4 meses no porto de São Tomé sob altas temperatura, sem que se processe o despacho para o seu levantamento.
"Obviamente que não são as melhores condições de armazenagem, o que pode influenciar na estabilidade de alguns medicamentos.
O importante agora é tirá-los de lá rapidamente e só depois veremos a situação dos produtos", explicou Cecílio Rocha, coordenador do programa de cooperação com o Hospital Central de São Tomé.
Segundo o clínico português, após a abertura dos contentores, amostras de cada medicamento deverão ser enviados a Portugal para análises da sua qualidade.
"A elevação da temperatura pode estragar os medicamentos e deteriorar a sua qualidade.
Nós, Cooperação Portuguesa, se for necessário disponibilizaremos meios para verificar a qualidade dos mesmos de forma a garantir que os doentes não tomem medicamentos deteriorados", garantiu o especialista.
Contactados pela PANA, tanto o director do gabinete do ministro da Saúde como o director do Centro Hospitalar de São Tomé (CHST) negaram fazer qualquer comentário sobre a questão.
Por outro lado, as direcções da Empresa Nacional dos Portos (ENAPORT) e das Alfândengas afirmaram que desconhecem as causas da demora no desalfandegamento da mercadoria.
Segundo observadores na capital são-tomense, num país onde a saúde está "doente" e que carece de medicamentos não se compreendem que estes remédios fiquem esquecidos no porto durante tanto tempo.

18 Abril 2005 21:39:00


xhtml CSS