Togo suspenso da Organização Internacional da Francofonia

Paris- França (PANA) -- A Organização Internacional da Francofonia (OIF) suspendeu, quarta-feira, o Togo de todas as suas instâncias, devido à "gravidade dos eventos ocorridos em Lomé após o falecimento sábado último do Presidente Gnassingbé Eyadéma".
No final de uma reunião extraordinária, em Paris, o Conselho Permanente da Francofonia pronunciou "a suspensão da cooperação multilateral francófona com o Togo, excepto programas que beneficiem directamente as populações civis e entidades que possam contribuir para o restabelecimento da democracia".
O encontro condenou ainda "com grande firmeza, o golpe de Estado perpetrado pelas Forças Armadas togolesas e as violações de disposições consititucionais, em menoscabo absoluto dos princípios do Estado de Direito".
Após ter mandatado o seu secretário-geral Abdou Diouf, para "tomar todas as medidas apropriadas para a aplicação da suspensão do Togo", o Conselho Permanente da OIF indicou que voltaria a examinar a situação em Lomé, a 8 de Abril próximo.
Desde a semana passada, o Togo entrou numa zona de turbulências políticas marcadas pelo desaparecimento do Presidente Gnassingbé Eyadéma e pela designaçao do seu filho, Faure Gnassingbé, para lhe suceder.
O novo chefe de Estado prestou juramento segunda-feira, após emendas constitucionais que o fizeram presidente da Assembleia Nacional e imediatamente Presidente interino da República.
A revisão constitucional que fez de Faure Gnassingbé o chefe do Estado togolês até 2008 suscitou a reprovação da comunidade internacional que apela para o "respeito estrito da Constitução".
A Constituição togolesa, recorde-se, estipula que o presidente da Assembleia Nacional, em caso de morte do chefe do Estado, assume interinamente o poder durante um período de 60 dias, no termo do qual deverão ser organizadas eleições presidenciais.

09 Fevereiro 2005 20:48:00




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