Togo convida África a combater contra comércio ílicito de medicamentos

Lomé- Togo (PANA) -- O ministro togolês da Saúde, Charles Kondi Agba, convidou os Estados africanos à lutar contra a venda ílicita de medicamentos no continente, estimando que este fenómeno se transforma-se num problema de saúde pública através de "farmácias de rua".
Agba, que falava na abertura quinta-feira em Lomé, a capital togolesa, do oitavo Forum Farmacêutico Internacional, na qual tomam parte várias centenas de personalidades do mundo médico e farmacêutico, precisou que quase 10 por cento de medicamentos vendidos no mundo são falsos, principalmente medicamentos genéricos.
Exortou os governos, as autoridades sanitárias, aduaneiras e judiciais a lutarem contra este flagelo que constituí, segundo as suas palavras, um "perigo" para as populações.
"Os nossos Estados não devem combater dispersos este flagelo", aconselhou o ministro togolês, saudando a União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA) pela criação de uma célula de reflexão sobre o fenómeno.
Organizado anualmente pela Inter Ordem de Farmacêuticos de África (IOPA), pelo Inter Sindical dos Farmacêuticos de Africa (ISPHARMA) e pela Associação das Centrais de Compra de Medicamentos Essenciais (ACAME), o Forum permite aos farmacêuticos discutir em Junho de cada ano a profissão e questões da saúde pública e o desenvolvimento.
Após Cotonou (Benin) em 2000, Dakar (Senegal) em 2001, Yaoundé (Camarões) em 2002, Conakry (Guiné-Conakry) em 2003, Ouagadougou (Burkina Faso) em 2004, Bamako (Mali) em 2005 e Brazzaville (Congo) em 2006, é a vez da capital togolesa de acolher a reunião.
As conslusões do fórum servirão de base para decisões concernentes à luta contra o flagelo em África, de acordo com os organizadores.

07 Junho 2007 23:20:00


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