Timor-Leste abre primeira embaixada africana em Maputo

Maputo- Moçambique (PANA) -- O Timor-Leste inaugurou oficialmente terça-feira a sua Embaixada em Maputo, a primeira missão diplomática timorense em África desde a sua independência em 2002, noticiou quarta-feira a Agência Moçambicana de Notícias (AIM).
Durante a cerimónia, José Ramos Horta, o ministro timorense dos Negócios Estrangeiros, expressou a sua apreciação ao governo e Povo moçambicanos pelo seu apoio à causa timorense durante décadas, sublinhando que "continuaremos a precisar do vosso apoio para consolidar a paz e o desenvolmvimento humano".
Horta disse que o seu país estava endividado com Moçambique pelo seu papel na campanha diplomática internacional pela liberdade e independência timorenses depois da invasão indonésia de Dezembro de 1975.
Nos finais dos anos 70, quando os Estados Unidos deram um apoio tácito à ocupação indonésia, Moçambique e Angola foram os únicos países que levantaram a causa timorense na arena internacional, refere a AIM.
Na cerimónia de abertura da Embaixada, Horta apresentou Marina Alkatiri, aos diplomatas e governantes presentes, como a encarregada de negócios da Missão até à nomeação de um embaixador nos próximos seis meses.
Marina e o seu esposo Mari, o actual primiro-ministro de Timor- Leste, encontravam-se fora do país quando a Indónesia o invadiu.
Refugiaram-se então em Maputo, onde permaneceram durante mais de três dêcadas.
A novel Embaixada vai funcionar fora da casa onde os Alkatiris viveram e que serviu de escritório para o movimento de libertação timorense, a Fretilin.
O ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros, Leonardo Simão, descreveu a abertura da Embaixada em Maputo como um marco histórico no relacionamento entre os dois países.
Disse que Moçambique estava preparado para continuar a prestar o seu apoio a Timor-Leste.
"Trabalhemos juntos, de forma interactiva", exortou.

14 Abril 2004 18:51:00


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