Termina greve dos trabalhadores moçambicanos da Condor em Nampula

Maputo, Moçambique (PANA) -  Os trabalhadores da fábrica de processamento da castanha “Condor Caju”, de Anchilo, cidade de Nampula, capital da província do mesmo nome, na região norte de Moçambique, puseram fim à sua greve depois de ultrapassado o litígio que os opunha ao patronato, noticiou quinta-feira a agência moçambicana de notícias (AIM).

Os 960 trabalhadores da empresa que observaram a paralisação laboral entre os dias 21 e 24 de abril último retomaram as suas atividades na segunda-feira depois de prolongadas negociações com o patronato sob a mediação do Centro de Mediação e Arbitragem Laboral (CEMAL) e a Inspeção-Geral do Trabalho (IGT).

Até à segunda semana de maio corrente, altura em que voltarão a reunir-se, as duas partes comprometeram-se a observar o acordo, no qual se destaca a retomada imediata das atividades laborais da empresa, enquanto a entidade empregadora se compromete a resolver gradualmente as inquietações levantadas pelos trabalhadores.

Um comunicado do Ministério do Trabalho Emprego e Segurança Social (MITESS) citado pela AIM refere que as reivindicações incluem a exigência dos 960 trabalhadores da fábrica de ver removido, imediatamente, o gerente da empresa, por consideram-no de promotor do alegado mal-estar que se vive naquela empresa.

As suas exigências também incluem o reajuste salarial acima do aprovado pelo Governo em 2015, o estabelecimento de metas individuais exequíveis por jornada diária, a entrega de cópias dos contractos de trabalho por parte do patronato, o respeito pelas horas de trabalho, a assistência em caso de acidente de trabalho, bem como informações sobre a sua situação contributiva ao Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

A COMAL e a IGT continuarão a monitorar a implementação do entendimento alcançado entre as partes, bem como a correção das irregularidades detetadas na fábrica, das quais algumas  põem em risco a saúde dos trabalhadores.

Para além de terem concordado com o reinício das atividades, os trabalhadores aceitaram receber salários de acordo com a tabela aprovada este ano para o setor.

Por seu turno, a entidade empregadora assumiu que não iria processar disciplinarmente ou expulsar nenhum trabalhador envolvido na paralisação observada.

-0- PANA AIM/IZ 01maio2015

01 Maio 2015 11:49:57


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