Tentativa de assassinato de Dadis não é surpresa, diz activista

Conakry- Guiné-Conakry (PANA) -- A tentativa de assassinato do líder da Junta conakry-guineense, capitão Moussa Dadis Camara, pelo seu ajudante de campo, tenente Aboubacar "Toumba" Diakité, "não é nenhuma surpresa", afirmou sexta-feira Abdoul Gadri Diallo, membro da Organização Guineense dos Direitos Humanos (OGDH).
Numa entrevista concedida à PANA, Diallo indicou que essa situação era previsível na medida em que os líderes políticos, os membros da sociedade civil, bem como os manifestantes presentes que testemunharam o massacre de 28 de Setembro passado responsabilizaram Toumba como aquele que dirigiu a operação prepertrada contra civis.
Ele sublinhou todavia que as circunstâncias da tentativa de assassinato do líder da Junta "continuavam escuras num contexto em que ainda não compreendemos".
"O líder da Junta teria aparentemente dito aos inquiridores da Comissão de Inquérito Internacional das Nações Unidas que foi o seu ajudante de campo que dirigiu as operações de 28 de Setembro em Conakry.
Toumba torna-se no bode expiatório e numa vítima expiatória (.
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)", sublinhou Diallo.
O tenente Toumba e vários dos seus homens, que tentaram assassinar o líder da Junta, foram detidos, segundo fontes militares.
Os militares continuaram, sexta-feira, a percorrer as ruas de Conakry a bordo de veículos ligeiros e pesados equipados com autometralhadoras e Kalachnikovs, ao passo que, segundo vários habitantes locais, os controlos se tornaram sistemáticos.
Um comunicado do Conselho Nacional para a Democracia e Desenvolvimento (CNDD, Junta), difundido quinta-feira à noite, alguns minutos após o incidente, indica que o capitão Camara estaria fora de perigo, sublinhando que ele não seria evacuado para Dakar, no Senegal, como o pedira o Presidente senegalês, Abdoulaye Wade.
Vários órgãos da imprensa deram, no entanto, conta da sua evacuação sexta-feira de manhã para Marrocos, a bordo dum avião do Burkina Faso, país cujo Presidente, Blaise Compaoré, foi nomeado medianeiro na crise conakry-guineense pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO).

04 Dezembro 2009 19:57:00


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