Sul-africana acusa salão de lhe negar emprego por ser negra

Cidade do Cabo- África do Sul (PANA) -- A Comissão dos Direitos Humanos da África do Sul foi chamada a investigar um alegado caso de racismo, depois de uma mulher negra ter alegado que lhe foi negado emprego num salão de beleza pertencente a uma branca devido a cor da sua pele.
A estudante de terapia de beleza Lericia Langenhoven, a quem havia sido exigida o término de um estágio num salão antes de ser aprovada, foi informada pela sua professora que o salão situado no subúrbio de Wegemoed, na Cidade do Cabo, a tinha rejeitado.
Foi-lhe informada que a proprietária do salão "Pearl of Beauty", Tina Sunjic, havia dito aos seus clientes que "não queria ser tocada por uma pessoa de cor".
Langenhoven disse ter ficado "chocada e revoltada" com o incidente e aventou a possibilidade de processar o salão.
Entretanto, o Primeiro-Ministro do Cabo Ocidental, Marthinus Van Schalkwyk, manifestou-se indignado com o incidente, adiantando que fará tudo para resolver o assunto.
Na segunda-feira, ele contactou a Comissão dos Direitos Humanos, solicitando-a que investigasse a questão.
Van Schalkwyk adiantou que o incidente ofendeu milhares de pessoas na Cidade do Cabo, acrescentando que recebeu pessoalmente centenas de mensagens de apoio a Longenhoven.
O porta-voz da Comissão, Phumla Mthala, sublinhou que o órgão poderia mediar entre as duas partes para o alcance de um acordo, mas advertiu que se a proprietária do salão não reagir poderá enfrentar um processo judicial.

07 Abril 2003 15:55:00


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