Sudão reitera objecção à missão da paz onusina em Darfur

Nairobi- Quénia (PANA) -- O ministro sudanês da Justiça, Ali al-Mardhi, declarou sábado que o seu país está pronto para aceitar ajuda financeira para a missão da paz da União Africana (UA) em Darfur mas que não vai admitir "forças estrangeiras" no quadro duma operação híbrida ONU-UA.
"Estamos prontos para aceitar ajuda financeira, técnica e logística para as forças da União Africana que já se encontram em Darfur mas nunca os capacetes azuis (das Nações Unidas)", disse al-Mardhi em conferência de imprensa em Nairobi.
O Sudão opõe-se desde Agosto de 2006 ao envio de forças da ONU para Darfur, argumentando que o desdobramento de uma operação não africana configuraria uma ocupação estrangeira do seu território.
Para as autoridades sudanesas, uma operação onusina iria agravar a já frágil situação de Darfur, enquanto as agências e responsáveis das Nações Unidas insistem que uma força mais robusta de manutenção da paz ajudaria a restaurar a paz e a proteger mulheres e crianças vítimas do conflito civil.
Al-Mardhi disse que as forças da UA já demonstraram a sua capacidade de manutenção da paz na região e minimizou os relatórios de agências humanitárias que apontam para uma deterioração crescente da situação de segurança em Darfur.
Por seu turno, o procurador-geral da República do Sudão considerou que o desdobramento de forças da ONU com um mandato mais robusto não passa de um pretexto das potências ocidentais para ocupar o país pois, explicou, o mandato previsto para a força de manutenção da paz onusina "é tão amplo que iria interferir em questões de segurança".
"Nenhum Governo respeitável no Mundo inteiro aceitaria forças estrangeiras cujo mandato inclua também a reorganização da hierarquia da Polícia (.
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) que é uma ingerência na soberania do Sudão", disse o magistrado a jornalistas.

08 Abril 2007 09:19:00




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