Sudão qualifica de "importante" acordo de Abuja

Rabat- Marrocos (PANA) -- O acordo de paz de Abuja sobre a crise de Darfur (oeste do Sudão) constitui uma "etapa importante" na história do Sudão e marca o início duma nova época que permitirá ao país concluir a edificação da sua economia e consolidar o seu papel regional.
Estas declarações foram feitas segunda-feira em Rabat por Salaheddine Ghazi, um dos conselheiros do Presidente sudanês Omar Hassan el Bechir durante uma conferência de imprensa para explicar os últimos desenvolvimentos da situação nesta região ocidental do Sudão.
"Este acordo estabelece os fundamentos duma resolução histórica do conflito da província de Darfur", afirmou o responsável sudanês.
O acordo, prosseguiu, é global e abrange várias questões sobretudo a redistribuição das riquezas económicas, a partilha do poder político e outras disposições de segurança.
"A principal facção rebelde, o SLM (o Movimento de Libertação do Sudão), assinou este acordo, outras ainda não o fizeram mas tudo leva a acreditar que o farão brevemente", estimou o conselheiro do Presidente sudanês.
O acordo de paz sobre Darfur foi assinado sexta-feira última em Abuja (Nigéria) pela facção maioritária do Movimento/Exército de Libertação do Sudão (SLM) dirigida por Minni Minanwi e pelo governo sudanês representado pelo seu negociador em chefe Magzoub Al Khalifa.
Entretanto, o outro grupo rebelde, o Movimento para a Justiça e Igualdade (JEM), e uma facção minoritária do SLM, liderada por Abdel Wahid Mohammed Al-Nour, rejeitaram esta convenção.
O acordo de paz visa pôr termo ao conflito e à crise humanitária que desvastam a província de Darfur desde há três anos, fazendo entre 180 mil e 300 mil mortos e dois milhões e 400 mil deslocados e refugiados, de acordo com as estimativas.
Este arranjo prevê igualmente um referendo para que os mais de seis milhões de habitantes desta região semi-desértica de 500 mil quilómetros quadrados, situada no oeste do Sudão, se pronunciem sobre a divisão administrava da província.
O Sudão deverá iniciar a 15 de Maio próximo o desarmamento das milícias Djandjawid (pró-governamentais), acusadas de exacções contra a população de Darfur, na âmbito da aplicação do acordo de paz.

09 Maio 2006 21:26:00




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