Sudão continua oposto à transferência do mandato da UA em Darfur à ONU

Addis Abeba- Etiópia (PANA) – O ministro de Estad-o sudanês dos Negócios Estrangeiros, Elsamani Elwasila, reafirmou quarta-feira em Addis Abeba que a UA não poderá transferir a sua missão de mmanutenção da paz em Darfur (oeste do Sudão) a nenhuma parte sem não for ao governo sudanês.
Intervindo quarta-feira na capital etíope durante uma reunião do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da UA, Elwasila sublinhou que, se a missão da UA em Darfur fracassou, ela deve retirar pura e simplesmente as suas forças de manutenção da paz.
O chefe da diplomacia sudanesa declarou que o CPS não pode, no quadro do seu protocólo básico, transferir o seu mandato às Nações Unidas.
“Ele (CPS) só dá à União Africana apenas a possibilidade de solicitar um apoio financeiro e logístico às Nações Unidas.
Assim sendo, o governo sudanês está pronto para assumir as suas responsabilidades a fim de proteger os seus civis se a UA se decidir retirar de Darfur”, disse o governante sudanês.
Reiterando a rejeição pelo Sudão da resolução 1706 do Conselho de Segurança (CS) da ONU relativa à transferência da AMIS (Missão Africana de Manutenção da Paz no Sudão) à força da ONU, Elwasila disse que a votação rápida desta resolução revelou, sem dúvida, que se trata de "um objectivo individual e não de esforços comuns" para apoiar o Acordo de Paz de Darfur, assinado a 5 de Maio último em Abuja (Nigéria).
O ministro acusou alguns países doadores de fundos, incluindo os Estados Unidos, de fomentar campanhas contra o Sudão, sublinhando que estas forças estão também a explorar, em detrimento do Sudão, a UA e os seus órgãos no tocante a Darfur.
As autoridades sudanesas, prosseguiu, lamentaram a incapacidade da UA e do Conselho de Segurança de impor sanções aos opositores do processo de paz nesta região confrontada com uma guerra civil desde Fevereiro de 2003.
O chefe da diplomacia sudanesa acusou o Conselho de Segurança e a comunidade interncaional de ter dois pesos e duas medidas em vez de pressionar e punir os inimigos da paz na conturbada região de Darfur.
Para o chefe da diplomacia sudanesa, existe porém a possibilidade de reconsiderar a posição do CPS para encontrar uma maneira de sair do "túnel escuro" imposto pela resolução 1706.
Os membros do CPS terem escutado atentamente o responsável sudanês e não se ouviu nenhum comentário imediato sobre as suas declarações, de acordo com fontes diplomáticas.

14 Setembro 2006 19:23:00




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