Sudão acusa Estados Unidos e Grã-Bretanha de ingerência

  Paris- França (PANA) -- O ministro sudanês dos Negócios Estrangeiros, Moustapha Osman Ismaël, considerou quinta-feira   como "uma ingerência" as pressões sobre o seu governo exercidas pelos americanos e britânicos no dossier Darfur.
"As pressões feitas pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha sobre o Sudão recordam-nos as mesmas coisas que fizeram ao Iraque.
É uma ingerência", declarou Ismael numa conferência de imprensa em Paris.
"Chegamos a um acordo no quadro das Nações Unidas.
Por que estes países não tratam esta questão no seio da Organização das Nações Unidas?" interrogou-se o chefe da diplomacia sudanesa.
Para Moustapha Osman Ismaël, a atitude adoptada por estas duas nações pode endurecer a posição dos rebeldes "que poderão dizer por que negociar se as grandes potências fazem pressões".
Considerou desnecessária a adopção pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas de uma nova resolução sobre Darfur.
"Não se precisa de uma nova resolução do Conselho de Segurança.
É necessário dar tempo à União africana, ajudá-la e apoiá-la para resolver este conflito.
Qualquer nova resolução vai complicar as coisas", sublinhou.
O ministro sudanês dos Negócios Estrangeiros iniciou uma visita europeia por Paris que o conduzirá depois a Bruxelas, Haia e Ancara para abordar as relações bilaterais e a situação no sul sudanês e Darfur.
Ismael vai ainda estudar possibilidade para estes países  intervirem ou directamente ou através da União Europeia na resolução das crises no Sudão.

22 Julho 2004 16:49:00




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