Sociedade civil sudanesa e sul-africana concertam-se sobre Darfur

Joanesburgo- África do Sul (PANA) -- Representantes da sociedade civil sudanesa, diplomatas e militantes dos direitos humanos sul-africanos vão manter quinta-feira em Joanesburgo discussões sobre as violações persistentes das liberdades em Darfur, província ocidental do Sudão.
Estas discussões realizam-se na véspera da abertura, em finais de Setembro em Nova Iorque (Estados Unidos), dos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A directora interina do Instituto Sul-Africano dos Direitos Humanos (HURISA), Corlett Letlojane, exortou o Governo da África do Sul, país membro não permanente do Conselho de Segurança, a aproveitar o seu discurso na Assembleia Geral da ONU e das reuniões ao mais alto nível previstas para 21 e 25 de Setembro para abordar a responsabilidade colectiva de protecção dos cidadãos de Darfur.
"A África do Sul deve levar os outros Governos a exercer pressões concertadas sobre todas as partes em conflito para aceitar imediatamente uma cessação global e efectiva das hostilidades", disse.
"Uma cessação efectiva das hostilidades deve ser a medida imediata para proteger os civis e reforçar o acesso à ajuda humanitária", considerou Letlojane.
"As partes em conflito devem prestar contas pelas suas violações do direito humanitário internacional, pelos ataques contra os agentes humanitários e os seus bens e pela sua ingerência no trabalho da comunidade humanitária", acrescentou.
Letlojane declarou que apesar da resolução do Conselho de Segurança da ONU sobre o envio duma força de manutenção da paz híbrida a Darfur, os ataques visados diários prosseguem contra os trabalhadores de agências humanitárias e os seus bens.
Sublinhou que o conflito de Darfur está doravante no seu quinto ano e havia mais do que nunca pessoas deslocadas (quatro milhões e 100 mil pessoas) e/ou que precisam de ajuda humanitária, ao passo que milhares outros são deslocados mensalmente.
"O desdobramento rápido da Missão da ONU em Darfur (UNAMID) é essencial, mas é preciso vontade política para dar um apoio financeiro, logístico e técnico suficiente à Missão da União Africana no Sudão" declarou.
A directora interina do Instituto Sul-Africano dos Direitos Humanos (HURISA) acrescentou que os financiamentos directos da ONU à AMIS deverão ser aprovados pela Assembleia Geral da ONU.

13 Setembro 2007 10:26:00




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