Sociedade civil ivoiriense denuncia consfisco da imprensa pública por campo de Laurent Gbagbo

Abidjan, Côte d'Ivoire (PANA) – Organizações da sociedade civil ivoiriense denunciaram o confisco da imprensa pública com objetivos de propaganda por um único campo e defenderam o fim da difusão de mensagens de ódio e de violência por estes órgãos.

No termo da sua convenção geral extraordinária organizada quarta e quinta-feiras em Abidjan, as organizações da sociedade civil indicam que, para um apaziguamento do clima político pós-eleitoral, deve ser posto termo à propangada política e à difusão de mensagens de ódio e de violência na imprensa pública.

Elas defendem igualmente um tratamento equilibrado e imparcial da informação nos médias públicos, nomeadamente na Radiodifusão Telvisão Ivoiriense (RTI), e o acesso da imprensa pública a todas as pessoas físicas e morais.

A sociedade civil convidou igualmente o Conselho Nacional da Comunicação Audiovisual (CNCA), órgão de regulação, a fazer o seu trabalho com muito mais rigor, vigilância e profissionalismo.

A RTI é acusada de divulgar apenas um único ponto de vista e a crítica mais recente emana da Operação das Nações Unidas na Côte d'Ivoire (ONUCI), que denunciou uma campanha mediática hostil.

A convenção geral extraordinária reuniu 64 organizações da sociedade civil ivoiriense com o objetivo de buscar soluções para sair do impasse político pós-eleitoral na Côte d'Ivoire, na sequência da proclamação da vitória do Presidente cessante, Laurent Gbagbo, e do opositor, Alassane Ouattara, nas eleições presidenciais de 28 de Novembro passado.

Alassane Ouattara foi proclamado vencedor pela Comissão Eleitoral Independente (CEI) com 54 porcento dos sufrágios, mas o Conselho Constitucional declarou Laurent Gbagbo vitorioso com 51 porcento  depois de anular os votos em sete distritos do norte controlados pelos ex-rebeldes.

Atualmente, a Côte d'Ivoite tem dois Presidentes, mas a Organização das Nações Unidas (ONU), a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e a União Africana(UA) reconhecem apenas Alassane Ouattara e exigem a partida de Laurent Gbagbo, que se mantém no poder apesar da pressão internacional.

-0- PANA BAL/JSG/MAR/TON 7Jan2011

07 Janeiro 2011 09:54:51


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