Situação de segurança na Somália discutida em Addis Abeba

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- O secretário executivo da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD), Atallha Bashir, encontrou-se, sábado, com os ministros dos Negócios Estrangeiros dos sete países membros da organização regional para discutir a situação de segurança na Somália.
Trata-se dos chefes da diplomacia do Djibuti, da Eritreia, da Etiopia, do Quénia, do Sudão, do Uganda e da Somália que participaram nesta reunião organizada à margem da X sessão ordinária do Conselho Executivo da União Africana que prepara a oitava cimeira ordinária dos chefes de Estado e de Governo da organização panafricana prevista para 29 a 30 de Janeiro.
O ministro somalí dos Negócios Estrangeiros, Ismael Hurreh declarou que o seu Governo acha natural um desdobramento de soldados africanos "dentro de algumas semanas", acrescentando que a Somália ocupa "um lugar importante" em África, que deve servir de fronteira para as trocas comerciais do continente, mas que foi assolada por vários anos de conflito.
Uma força de oito mil soldados africanos foi proposta para a Somália com vista a ajudar o Governo Federal de Transição (TFG) a instalar-se depois de as forças, com a ajuda da Etiópia, terem derrotado os Tribunais Islamitas em Dezembro passado.
Além do Uganda que já aceitou pôr à disposição mil e 500 soldados e espera um material logístico, outros países dispostos a fornecer tropas são a Nigéria, o Gana, o Ruanda e o Malawi.
A reunião ministerial da IGAD intervém após a advertência do presidente da Comissão da União Africana, Alpha Oumar Konaré, que denunciou a lentidão dos países africanos para reagir à crise na Somália, afirmando que apenas o desdobramento duma força africana ajudará a salvar a situação.

28 Janeiro 2007 14:14:00




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