Seis jornalistas burundeses a contas com justiça por delitos de imprensa

Bujumbura- Burundi (PANA) -- Pelo menos seis profissionais dos médias no Burundi estão actualmente perseguidos diante de tribunais do país por "delitos de imprensa", denunciou quarta-feira o presidente da Associação Burundesa dos Jornalistas (ABJ), Gérard Nzohabona.
Indignando-se quarta-feira por ocasião da celebração do Dia do Jornalista Africano em Bujumbura, Nzohabona denunciou "perseguições judiciais que visam finalmente obstruir a acção da imprensa livre" no país.
O presidente da ABJ justificou as suas preocupações pela emergência mestes últimos dias de casos encerrados, nomeadamente a retomada dos julgamentos dos jornalistas Domitile Kiramvu e Serge Nibizi da Rádio Pública Africana (RPA), Mathias Manirakiza de Rádio Isanganiro (Carrefour, em língua nacional, Kirundi) e Corneille Nibaruta de Rádio Bonesha FM.
Três dos quatro jornalistas independentes passaram cerca de dois meses de prisão, enquanto o outro está a ser julgado por ter divulgado uma informação sobre a tentativa de golpe de Estado de 2006, enquanto o julgamento de presumíveis conspiradores estava ainda na fase de instrução.
Como a tentativa de intentona se revelou falsa, os jornalistas incriminados foram libertos ao mesmo tempo que os sete presumíveis golpistas, incluindo o ex-Presidente da República, Domitien Ndayizeye, e o seu ex-adjunto, Alphonse Kadege, por falta de provas suficientes de culpabilidade.
Mas a procuradoria obteve ultimamente a retomada do julgamento em apelo contra os jornalistas que tinham denunciado, na altura, uma tentativa imaginária de golpe de Estado.
Mais recentemente ainda, a Justiça burundesa convocou várias vezes o director da RPA, Emmanuel Nsabimana, e o do semanário independente Arc-en-ciel, Thierry Ndayishimiye, por terem divulgado informações sobre um pastor que abusava sexualmente suas paroquianas pertencentes a uma igreja muito frequentada em Bujumbura.

08 Novembro 2007 18:16:00




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