Seicheles abandona SADC por dificuldades financeiras

Dar es-Salaam- Tanzânia (PANA) -- As Seicheles retiraram-se oficialmente domingo da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), alegando dificuldades financeiras para cumprir as suas obrigações perante a organização regional.
A nação insular do Oceano Índico deu a conhecer ao secretariado da SADC, em Gaberone (Botswana), a sua intenção de se retirar da organização, indicando não poder pagar a sua contribuição anual.
A decisão das Seicheles foi confirmada ao Conselho de Ministros que se realizou em Dar es-Salaam (Tanzânia), antes da abertura da cimeira dos chefes de Estado e de governo da Organização que se iniciou esta segunda-feira.
O novo presidente do Conselho de ministros da SADC, Jakaya Kiwete, chefe da diplomacia tanzaniana, lamentou porém esta retirada, declarando "desejar que este problema fosse resolvido de uma outra maneira".
"Lamentamos esta decisão e pensamos que sempre que houver algum problema deverá ser resolvido num quadro de uma maior abertura.
É mesmo triste essa retirada", declarou Kikwete em conferência de imprensa organizada em Dar es-Salaam domingo.
Segundo o secretário executivo da SADC, Prega Ramsamy, a contribuição que os países membros devem pagar para o funcionamento da organização está indexada a uma percentagem dos seus respectivos Produtos Internos Brutos (PIB).
A África do Sul, que tem o maior PIB dos 14 Estados membros, traz uma gigantesca contribuição para o orçamento do secretariado, ao passo que a cotização da Tanzânia é de 832 mil dólares por ano.
A SADC tem como missão favorecer a integração económica nos 14 Estados membros, nomeadamente a África do Sul, Angola, Botswana, Ilhas Maurícias, Lesoho, Malawi, Moçambique, Namíbia, RD Congo, Seicheles (o primeiro país a se retirar da organização), Swazilândia, Tanzânia, Zâmbia e Zimbabwe.

25 août 2003 14:16:00


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