Sede de Fórum da Música Africana inaugurada na cidade da Praia

Praia, Cabo Verde (PANA) – A sede do Fórum da Música Africana (AMF, sigla em inglês) foi inaugurada quinta-feira, na cidade da Praia, no âmbito da segunda edição da feira internacional da música de Cabo Verde (AME, sigla em inglês), que decorre desde segunda-feira, na capital cabo-verdiana, apurou a PANA de fonte segura.

Fruto da  primeira edição do Atlantic Music Expo – Cabo Verde (AME-CV), o AMF nasceu um ano depois de o ministro cabo-verdiano da Cultura, Mário Lúcio Sousa, ter lançado o repto para a sua criação.

Segundo o governante, a proposta resulta da constatação de que existem “grandes organizações” de música no mundo, como o Fórum da Música Europeia, que conseguem financiamentos avultados da União Europeia e de outros parceiros para promover os vários festivais do mundo e a indústria da música.

Ele aponta como principal objetivo do AMF ter-se uma organização transnacional continental que “vá à procura de fundos” e de parcerias, pressionar os Governos para facilitar emissão de vistos de entrada e a circulação de artistas, fazendo uma pressão para que a cultura e a música sejam tratada como uma política governamental em África.

O governante cabo-verdiano, que também é músico e compositor,  sustenta que, “a partir de hoje, quando alguém quiser negociar com África em matéria de música, deve chamar o AFM.

O ministro compromete-se também,  junto com as autoridades cabo-verdianas, a sensibilizar os chefes de Estados africanos para apoiarem esta iniciativa, cujos membros vão pagar uma quota, e desenvolver a indústria musical no continente.

No mesmo contexto, Sousa manteve no mesmo dia um encontro com um comissário da Comunidade de Estados da África Ocidental (CEDEAO) para Cultura, Educação e Ciência, já que se pretende que a organização oeste-africana seja um dos parceiros do AMF, “apoiando financeiramente” até que a instituição “ganhe corpo”.

“Temos a consciência de que estamos a dar passos gigantes. Mas acredito muito na nova geração que às vezes nem sempre temos em conta porque eles estão à nossa frente, vieram atrás de nós, mas estão muito à nossa frente”, sustentou.

Mário Lúcio Sousa esclareceu que, nos próximos dois anos, o AMF vai ter sede na cidade da Praia, mas depois será transferida para o país que manifestar interesse em acolher “a nata da música do continente”.

Em breve, será criado um site onde todos os profissionais da música africana se possam inscrever, mediante pagamento de uma quota para o funcionamento da instituição, deu a conhecer o responsável.

A partir daí, acrescentou, os associados terão direito de voto nas eleições que acontecerem a qualquer momento.

Para a visibilidade do fórum, Mário Lúcio Sousa perspetiva um corpo de administração com uma “boa liderança”, pensando já num Sul-africano, Sipho Sithole, que já é um dos membros do AMF e que fez todo o marketing do Mundial de 2012 realizado na África do Sul.

O governante cabo-verdiano disse esperar que  esta iniciativa venha a ser uma instituição “muito respeitada”, com membros desde Marrocos até à Tanzânia e ao Oceano Índico.

“Vamos fazer parceria com o Fórum da Musica Europeia e, de repente, a ideia é criar um Fórum Global da Música que os Latino-americanos querem”, disse.

-0- PANA CS/DD 12abr2014



12 Abril 2014 13:34:55


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