Secretário-geral da Francofonia defende educação de crianças

Bucareste- Roménia (PANA) -- A educação e as Novas Tecnologias de Informação (TIC) escolhidas como o tema da 11ª cimeira da Organização Internacional da Francofonia (OIF) constituem questões graves e duma importância excepcional, declarou quinta-feira em Bucareste o secretário-geral da instituição, Abdou Diouf.
"É inimaginável instalar no nosso mundo uma paz duradoura, uma democracia credível, um crescimento e um desenvolvimento sólidos sem reforçar e modernizar os nossos sistemas educativos, particulamente para os que, nos nossos países, estão confrontados com mais dificuldades, atrasos e fracassos", indicou o ex-Presidente senegalês.
No seu discurso pronunciado na abertura da 11ª cimeira da OIF, o ex- chefe de Estado senegalês defendeu a educação das crianças no mundo onde 20 milhões, das quais mais da metade são raparigas e um terço vive na África ao Sul do Sara, não são escolarizadas.
Segundo ele, duas em cinco crianças francófonas não frequentam a escola e duas outras não podem terminar o seu ciclo primário.
"Esta situação constitui um drama para a humanidade.
Ela é inaceitável e perigosa, favorece a desigualdade, a exclusão, e a incompreensão.
Ela ameaça a paz e constitui um terrível obstáculo para alcançar o diálogo das civilizações e estabelecer a democracia", declarou Diouf.
O secretário-geral da Francofonia, que apelou aos países francófonos para progredir juntos para a evolução das crianças e o futuro da humanidade, sublinhou que ultrapassamos o período das interrogações sobre a possibilidade ou não de alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM).
Para dar aos petizes o sorriso e a esperança, para lhes dar todas as oportunidades de ter um êxito na sua vida e de viver livres, Diouf apelou a agir concretamente no terreno, redobrando esforços e produzindo resultados para alcançar os objectivos fixados.
Sobre a fractura digital, tema desta 11ª cimeira da Francofonia, Diouf lembrou que os países francófonos em via de desenvolvimento são os mais duramente afectados por este fosso, o que os coloca em posição de fraqueza para beneficiar das vantagens da sociedade de informação.
"É esta prioridade a que me dedico em primeiro lugar, na qual a nossa organização trabalha, a que os nossos Estados e Governos devem atribuir mais importância.
A OIF e os operadores da Francofonia mobilizaram-se e envolveram-se neste projecto com todos os seus instrumentos, as suas redes, as suas competências", disse o ex- chefe de Estado senegalês, acrescentando que o voto da Francofonia é que a educação sirva a paz, a igualdade e a liberdade.

28 Setembro 2006 13:39:00




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