Secretário-Geral da ONU adverte agressores de capacetes azuis na Côte d'Ivoire

Nova Iorque , Estados Unidos (PANA) – O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, advertiu  as forças leais ao Presidente cessante ivoiriense, Laurent Gbagbo, que serão processadas pelas jurisdições internacionais pelos seus ataques contra os elementos da Operação da ONU na Côte d’Ivoire (ONUCI).

Num comunicado transmitido à PANA em Nova Iorque esta sexta-feira, Ban Ki-moon declarou-se preocupado que forças regulares e irregulares fiéis a Gbagbo tenham começado a atacar e a incendiar veículos pertencentes à ONUCI.
« Desde quinta-feira, houve um total de seis incidentes deste género em Abidjan, onde um veículo militar da ONUCI foi incendiado. Um médico e o motorista duma ambulância visada num deste ataques foram feridos », sublinha o comunicado.

Ban Ki-moon “condenou firmemente um ataque armado perpetrado quarta-feira contra um cortejo das Nações Unidas no bairro de Abobo em Abidjan, bem como a utilização contínua da radiotelevisão nacional pelos fiéis de Gbagbo para incitar à violência contra a missão da ONU”.

« O Secretário-Geral condenou igualmente as acusações falsas segundo as quais os capacetes azuis dão apoio ativo às forças que defendem Alassane Ouattara », acrescentou o comunicado, sublinhando que « Ban Ki-moon advertiu de novo os responsáveis por estes ataques que eles deverão prestar contas”.

« Ele insistiu no facto de  que os ataques contra os capacetes azuis e a destruição dos dispositivos desdobrados para proteger os civis constituem crimes nos termos do direito internacional », indica o comunicado.

Por outro lado, a Secretária-Geral adjunto das Nações Unidas para os Assuntos Humanitários e Coordenadora das Ajudas de Emergência, Valerie Amos, advertiu igualmente que as consequências das violências na Côte d'Ivoire vão agravar-se rapidamente se a crise política não for resolvida com urgência.

« Uma resolução rápida e pacífica desta crise é essencial para o povo da Côte d'Ivoire e para a região no seu conjunto », declarou Amos num comunicado de imprensa.

« Para garantir o bom desenrolamento das atividades humanitárias, é essencial que um clima favorável seja criado e mantido », sublinhou.

Amos indicou que as violências « já multiplicaram por 10 as deslocações internas no espaço de alguns dias, o que demonstra a rapidez com a qual uma crise política pode ter graves consequências humanitárias ».

Segundo a ONU, mais de 23 mil e 500 Ivoirienses fugiram para os países vizinhos nas últimas cinco semanas, maioritariamente para a Libéria, num contexto de medo e insegurança crescente.

Pelo menos 16 mil deslocados internos foram registados no oeste do país, maioritariamente mulheres grávidas e lactantes, bem como crianças.

-0- PANA AA/SEG/FJG/TBM/FK/TON 14jan2011

14 Janeiro 2011 16:35:26




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