Secretária belga defende intercâmbio entre países sobre imigração

Dakar- Senegal (PANA) -- A secretária de Estado belga para as Famílias e Pessoas Deficientes, Gisèle Mandaila, defendeu segunda-feira em Dakar fórmulas contractuais de intercâmbio de conhecimentos e de mão- de-obra entre os países de partida e de chegada em matéria de migração.
"Acho possível imaginar fórmulas contractuais de intercãmbios de conhecimento e mão-de-oba com a reconstituição no país de origem dum capital humano e financeiro ao serviço do desenvolvimento", afirmou Mandaila, primeira mulher negra de origem congolesa a ocupar um posto no Governo federal belga, durante o segundo Fórum Africano sobre Género.
Segundo ela, este modelo para uma contractualização dos fluxos migratórios constitui apenas a aplicação, no plano das relações euro- afrianas, dos princípios que fundaram a construção europeia e que permitiram a aproximação das economias e a prosperidade a todos os países da União.
"Tal modelo só pode ser criado num quadro europeu dum lado e panafricano doutro", acrescentou, afirmando não acreditar na ideia duma "forteleza Europa" que, ao se fechar no interior das suas fronteiras, conseguirá conter os fluxos migratórios que a assaltam em todos os lados.
Mandaila afirmou não acreditar também nestas "fórmulas de imigração escolhida" que apresentam a dupla desvantagem de "esvaziar países de origem das elites que conseguiram formar e não poder impedir a tragédia da emigração clandestina e o seu cortejo de danos".
Por seu turno, a esposa do chefe de Estado senegalês, Viviane Wade, pediu aos países africanos, dos quais muitos jovens são candidatos à emigração, para criar estratégias para que os que querem partir fiquem no seu país, o tempo de reembolsar as despesas que o Estado gastou para a sua formação.
Iniciado segunda-feira em Dakar, o Fórum Africano sobre Género prossegue os seus trabalhos até quarta-feira próxima sob o lema da migração.
Segundo a Organização Internacional da Migração (OIM), as mulheres representam cerca de 50 por cento dos 200 milhões de migrantes actualmente recenseados no mundo.

11 Dezembro 2007 15:15:00




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