São Tomé e Príncipe lança produtos agrícolas biológicos

São Tomé, São Tomé e Príncipe (PANA) - O Governo santomense e os compradores de cacau, de café e de pimenta estão reunidos numa mesa redonda com a finalidade de garantir a qualidade e a marca destes produtos de linha de produção biológica no mercado nacional e internacional, soube-se terça-feira de fonte oficial.

Através do Programa de Agricultura Familiar e Pesca Artesanal (PAPAFPA), financiado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) desde 2003 São Tomé e Príncipe vem incentivando a produção biológica.

Carminda Viegas, coordenadora do PAPAFPA, reconheceu durante a abertura do evento que os produtos agrícolas, nomeadamente do cacau, do café e da pimenta, são de “boa qualidade”, mas se mostrou preocupada com a sua desvalorização, que poderá advir da “falsificação” no mercado interno e internacional.

Ela defende que a superfície territorial é limitada e não permite produzir em grande quantidade, por isso o país deve trabalhar na “indicação geográfica protegida em São Tomé e Príncipe”.

Em São Tomé e Príncipe, há três fileiras de produção e exportação dos três produtos agrícolas que congregam mais de dois mil agricultores, que além de recebem apoios do Governo santomense, beneficiam de assistência técnica dos seus compradores (como a empresa francesa KAOKA).

Durante a mesa redonda, as partes vão estabelecer uma marca para rotular os produtos agrícolas de exportação, bem como elaborar políticas que visam aumentar a produção e a produtividade do cacau, do café e da pimenta.

“Nós não estamos a produzir mais do que 2.500 toneladas de cacau, temos que parar com esta tendência regressiva do cacau e tudo fazer para começarmos a aumentar os níveis de produção de forma gradual”, afirmou o diretor-geral da Agricultura, Carlos Pascoal, na abertura do encontro.

-0- PANA RMG/TON 01Outubro2013






01 Outubro 2013 18:11:23


xhtml CSS