Nova Iorque- Estados Unidos (PANA) -- O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, declarou terça-feira em Nova Iorque que a crise económica actual não devia servir de pretexto aos países membros desta organização mundial para renunciar aos seus compromissos de luta contra o HIV/Sida.
Falando durante uma sessão especial da Assembleia Geral da ONU para avaliar os progressos registados na luta contra a sida, ele afirmou que uma resposta vigorosa e eficaz à pandemia estava estreitamente ligada à realização dos objectivos mundiais de redução da pobreza e da fome, da baixa da mortalidade infantil e da protecção da saúde e do bem-estar das mulheres.
"Para atingir o objectivo do acesso de todos ao tratamento, é preciso ultrapassar obstáculos não só no quadro da luta contra a doença, mas também fazendo face aos obstáculos colocados pela sociedade", acrescentou o Secretário-Geral da ONU.
Ban indicou que a luta contra a sida deve igualmente atacar "as doenças do espírito humano que são os preconceitos, a discriminação e a estigmatização".
Ele convidou todos os Estados a examinar os seus regimes jurídicos para se assegurar da sua conformidade aos princípios dos direitos humanos em se baseia uma resposta firme à sida "Não se trata só dum desafio médico ou científico, mas também dum desafio moral", afirmou Ban.