Réu condenado à pena máxima por matar e esquartejar vítima em Cabo Verde

Praia, Cabo Verde (PANA) – O Tribunal Criminal da Praia, em Cabo Verde, condenou a 25 anos de prisão, a pena máxima prevista na legislação cabo-verdiana, o arguido José Victor Fortes por ter morto e esquartejado o seu colega de quarto, soube a PANA de fonte judicial.

Este caso macabro, que abalou os cabo-verdianos, remonta a maio do ano passado, quando a Polícia Judiciária descobriu ossadas da vítima, José dos Anjos, enterradas numa encosta perto da sua casa no bairro da Terra Branca onde ele abrigou o indivíduo agora condenado e que, tal como ele, é originário da ilha de Santo Antão.

Na altura, o assassino alcunhado de "Zezinho Catana", que já havia cumprido uma pena de 18 anos por crime de homicídio praticado na sua ilha natal, foi acusado de ter roubado a vitima após este receber o ordenado, assassinando-a em seguida.

Segundo relatos da imprensa, o agressor retirou a carne do corpo da vítima para vender como carne de carneiro e de porco.

Face a estas especulações,  a PJ chegou a pedir a quem tenha comprado carne a este individuo que se deslocasse às suas instalações para ajudar as autoridades a fazer luz sobre este caso inédito em Cabo Verde.

Entretanto, o assassinato de José dos Anjos veio levantar suspeitas sobre dois casos que envolvem duas mulheres desaparecidas na ilha de São Vicente e que tiveram ligação com o autor do crime de Terra Branca quanto este passou a viver na cidade do Mindelo, após ter cumprido parte da pena anos a que havia sido condenado pelo crime de homicídio em Santo Antão.

O presumível “serial killer” foi levado a São Vicente a pedido das autoridades envolvidas na investigação destes dois casos na tentativa de se esclarecer as circunstâncias que levaram ao desaparecimento de uma delas e a morte de uma outra.

Nas alegações finais do julgamento que acaba de ocorrer na Praia, o Ministério Publico (MP) reiterou não ter dúvidas de que Zezinho Catana cometeu todos os crimes que constam da acusação, ou seja, matou e esquartejou a vítima.

No entanto, a defesa entendeu que o seu constituinte é “inimputável” pelo que, defendeu, que o Tribunal devia aplicar-lhe uma medida de segurança em vez de condená-lo a cumprir uma pena num estabelecimento prisional.

Mas, o MP rebateu dizendo que o relatório de avaliação da personalidade do arguido, anexo ao processo, não confirma a inimputabilidade do réu.

-0-  PANA  CS/TON 14março2014



15 Março 2014 17:36:46


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