Retirada da candidatura senegalesa à direcção da OMS

Dakar- Senegal (PANA) -- A ministra senegalesa da Saúde, Higiene Pública e Prevenção, Awa Maria Coll Seck, retirou a sua candidatura ao posto de director geral da Organização mundial da saúde (OMS), noticiou segunda-feira o "Le Soleil", um diário senegalês pro-governamental.
Anunciada este fim-de-semana em Genebra (Suiça) por ela própria, esta decisão foi tomada após uma "concertação" com o presidente senegalês, Abdoulaye Wade, para se "evitar que haja tensões e animosidade entre os Africanos".
"Não queremos criar problemas para a África.
Lamentamos.
Pensamos entretanto levar alguma coisa.
Retiramo-nos e vamos apoiá-lo (o candidato africano) e pediremos aos amigos do Senegal para fazer a mesma coisa", declarou em Genebra a ministra senegalesa, citada pelo "Le Soleil".
A retirada da sua candidatura deixa campo aberto ao Primeiro ministro moçambicano Pascoal Mucumbi, único Africano candidato à eleição prevista no dia 28 de Janeiro e cuja candidatura foi confirmada pela União Africana (UA).
"O meu dossier foi esquecido em Addis Abeba (sede da União Africana).
As regras da Organização da União Africana não foram respeitadas", lamentou Seck, citado ainda pela mesma fonte.
A retirada da candidatura de Awa Marie Coll Seck foi acolhida com muita surpresa em Dakar, onde associações de apoio haviam começado a emergir, principalmente nos meios hospitalares e no seio das organizações feministas.
Aquando do lançamento oficial da candidatura do Seck, à 8 de Janeiro em Dakar, o ministro senegalês dos Negócios estrangerios, Cheikh Tidiane Gadio, havia indicado que a candidata do Senegal não hesitará em desistir a favor de um outro candidato africano para se salvaguardar as chances do continente de ocupar o posto de director geral da OMS.

20 Janeiro 2003 20:25:00


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