Restabelecimento espetacular da agricultura em Moçambique

Addis Abeba- Etiópia (PANA) -- Moçambique não depende mais da ajuda alimentar graças a uma parceria eficaz com os parceiros internacionais que permitiu relançar o seu sector agrícola, revelou, segunda-feira, o Presidente Joaquim Chissano.
Graças a uma parceria com cerca de 30 parceiros internacionais activos, um Programa Agrícola Nacional (PROAGRI), lançado em 1999, permitiu a este país da África Austral reduzir de 44 por cento para apenas cinco por cento a sua dependência da ajuda alimentar, disse Chissano.
De 2000 a 2004, a agricultura representou mais de 30 por cento do PIB de Moçambique com uma alta de 56 por cento para 78 por cento da produção de cereais de base.
De facto, o PROAGRI desenvolveu o sector agrícola de Moçambique e melhorou as condições de vida das populações rurais, sublinhou Chissano, que falava num seminário presidencial de um dia sobre "Abordagens inovadoras para alcançar o Objectivo do Milénio sobre a fome em África".
Ao sublinhar que outros países africanos tiveram as suas próprias experiências em que seria bom inspirar-se, Joaquim Chissano disse que a luta contra a pobreza e a fome no continente "não terá êxito se os países africanos não unirem os seus esforços para combater as epidemias que têm um impacto negativo sobre a agricultura e a segurança alimentar.
As doenças em questão são o VIH/SIDA, o paludismo e a tuberculose, nomeadamente.
Por seu turno, o primeiro-ministro etíope Meles Zenawi pediu aos participantes no seminário que procurassem determinar o que seria eficaz e sem obstáculos ideológicos - e o que seria avisado no plano político e técnico - para poder alcançar os objectivos de desenvolvimento do milénio relativos à fome.
O seminário incluiu, ainda, um fórum de líderes de duas horas no decorrer do qual os presidentes da Etiópia, Quénia, Gana, Uganda e Senegal deveriam fazer breves comunicações sobre os seus planos de acção nacionais respectivos para alcançar os ODM sobre a fome.

06 Julho 2004 14:29:00




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