Refugiados togoleses chamados a regressarem ao país

Banjul- Gâmbia (PANA) – O ministro de Estado togol-ês dos Negócios Estrangeiros e Integração Africana, Zarifou Ayéva, apelou sexta-feira em Banjul aos seus compatriotas refugiados na sub- região oeste-africana para regressarem ao país a fim de participar no desenvolvimento da nação.
"O Togo precisa da contribuição de todos os seus filhos para crescer e não é vivendo no estrangeiro na precariedade que isto se fará”, disse Ayéva numa entrevista à PANA na capital gambiana onde vai participar na 7ª cimeira dos chefes de Estado e de governo da União Africana (UA) prevista para 1 a 2 de Julho próximo.
Estimou que o problema dos refugiados não deveria ser uma questão de actualidade “porque disposições foram tomadas nos planos administrativo, político e jurídico para permitir a todos os colegas togoleses voltarem à casa para a construcção da sua patria” após os eventos que marcaram às eleições presidenciais.
Ayéva explicou ter viajado por duas vezes para o Benin com alguns colegas a fim de discutir com autoridades deste país e com o Alto Comisssariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) para encontrar um consenso.
Os refugiados boicotaram o último encontro que deveria culminar na assinatura dum acordo entre o Togo, o Benin e o ACNUR.
"O processo atrasou numa certa altura porque não se pode pedir a alguem atarefado para vir fazer um outro trabalho porque não tem tempo”, indicou o chefe da diplomacia togolesa, aludindo claramente ao escrutínio presidencial beninense que preocupava muito as autoridades deste país.
Citando as declarações de certos refugiados que afirmam não querer regressar ao país liderado pelas mesmas autoridades, Ayéva apelou-os “para enfrentar a realidade" e voltar à sua terra natal onde todas as disposições foram tomadas para os ajudar.
O Togo não pode obrigar ninguém a regressar ao país mas que os que preferiram ficar se assumam”, acrescentou o governante togolês que se insurgiu contra ingerências no problema dos refugiados.
Na sequência das violências que marcaram as eleições presidenciais de 2005 no Togo, 25 mil togoleses, maioritariamente mulheres e crianças, refugiaram-se no Benin, onde foram abrigados nos campos de Comè e Agamè (sudeste do país).
De acordo com as útlimas estatísticas do ACNUR, os dois campos contam actualmente apenas oito mil togoleses prontos para regressar à sua terra natal.

30 Junho 2006 19:23:00




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