Refugiados ganenses chegam ao Togo por litígio fundiário em aldeias fronteiriças

Lomé, Togo (PANA) – O Togo anunciou ter registado mil 824 deslocados das aldeias fronteiriças do país e vários refugiados ganenses que fogem do seu território nacional devido a um litígio fundiário entre duas comunidades, soube a PANA esta quarta-feira de fontes oficiais em Lomé.

Segundo um comunicado do ministro togolês da Segurança e Proteção Civil, brigadeiro Damehame Yark, "desde 1 de junho de 2018, na sequência de um litígio fundiário entre as comunidades Tchokossi e Kokomba, nas aldeias fronteiriças de Nadouni e Nambire, no vizinho    Gana, regista-se um fluxo em massa de deslocados e refugiados na Prefeitura de Dankpen, no noroeste do Togo".

Estas pessoas, essencialmente mulheres e crianças foram assistidas pelas autoridades  togolesas com a mobilização da Prefeitura local, da Agência Nacional de Proteção Civil, dos bombeiros, dos Serviços Sanitários e da Ação Social, bem como das Forças Armadas, refere a nota.

Foi aberto um campo para os acolher e alguns deles estão alojados em famílias na localidade, sendo as comunidades Tchokossi e Kokomba as mesmas no Togo e no Gana.

Estes conflitos fundiários ocorrem frequentemente entre as duas comunidades há vários anos e  ainda não encontraram uma solução duradoura.

-0- PANA FAA/TBM/IBA/FK/IZ 06junho2018

06 Junho 2018 17:53:39


xhtml CSS