RSF intercedem a favor de jornalistas franceses aprisionados no Níger

Paris- França (PANA) -- Os Repórteres Sem Fronteiras (associação de defesa da liberdade de imprensa) e as famílias de dois jornalistas franceses aprisionados no Níger, acusados de atentado à segurança de Estado, lançaram segunda-feira em Paris, um apelo para a clemência ao Presidente nigerino Mamadou Tandja.
Os RSF disseram reconhecer que os dois homens cometeram, estimando no entanto que isto não suficiente para os condenar à pena de morte, soube a PANA no local.
"Respeitamos inteiramente a soberania do Estado nigerino que é uma democracia.
Apelamos hoje para a clemêndia ao Presidente Tandja na véspera da festa do Natal para que os dois homens possam ser libertos", declarou o irmão de um dos dois jornalistas, Jean-Michel Creisson.
Detidos a 17 de Dezembro corrente, Thomas Dandois e Pierre Creisson, estão presos na Cadeia de Kollo, perto de Niamey, a capital nigerina.
As autoridades nigerinas acusam-nos de terem aproveitado de vistos de entrada no quadro de uma reportagem sobre a gripe aviária para se deslocarem ao norte do país a fim de realizar, na conta de Arte (cadeia franco-alemã), uma reportagem sobre o Movimento Nacional para Justiça (grupo rebelde nigerino).
Falando durante uma conferência de imprensa, Creisson assegurou que o seu irmão, Pierre Creisson, não tem nada contra o Níger nem está a favor nem contra a rebelião do MNJ.
"O Presidente Tandja é o único a decidir spobre o rumo dos dois jornalistas franceses sem pôr em causa nem a independência da justiça nem a soberania nacional", afirmou o secretário-geral dos RSF, Robert Menard.
"A acusação de atentado à segurança do Estado está totalmente desproporcional a uma culpa como esta que pode acontecer quando se realiza reportagens nas zonas difíceis.
Todavia os dois jornalistas podem ser processados por um delito", frisou Ménard, esperando que ele ouça este apelo para a clemência.

24 Dezembro 2007 19:23:00




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