RDC defende 30% de mulheres nas instituições

Kinshasa- RD Congo (PANA) -- O governo da República Democrática do Congo (RDC) pediu à futura Rede Nacional das mulheres africanas ministras e parlamentares que fornecessem 30 por cento de mulheres dentre os representantes das instituições do país.
Segundo o vice-Presidente da RDC para a Política, Defesa e Segurança, Azarias Ruberwa, esta promoção da mulher permitirá integrar a educação e a instrução das meninas, o combate à violência contra a mulher, assim como a luta contra o VIH/Sida.
Ruberwa falava, terça-feira, em Kinshasa, na abertura dum atelier para a constituição da referida Rede.
Encorajou as mulheres congolesas ministras e parlamentares a dar o seu contributo à aplicação do programa de acção do governo de transição nestes domínios.
Ruberwa exprimiu o desejo de ver esta Rede "moralizar a sociedade para que a pessoa da mulher não seja nunca mais coisificada como acontece em algumas partes do país, mas que seja antes sagrada".
Pediu que essa campanha de moralização da sociedade começasse pelo domínio das coisas mais simples tais como uniformes, roupas provocadoras ou danças obcenas, que são sinónimo, segundo ele, de vergonha e imoralidade.
O vice-Presidente congolês convidou os participantes nesta reunião, à perseverança, ao espírito de iniciativa, à solidariedade e ao respeito das leis, "condições sine qua non para conseguir a nobre missão que RDC e África esperam desta Rede".

29 Janeiro 2004 13:16:00




xhtml CSS