Dakar, Senegal (PANA) – O Movimento Africano para a Defesa dos Direitos Hunanos (RADDHO) disse estar gravemente preocupado pelas condições de detenção, desde quinta-feira, do primeiro-ministro da Guiné-Bissau e candidato às eleições presidenciais, Carlos Gomes Júnior, segundo um comunicado publicado sexta-feira em Dakar.
A residência de Carlos Gomes Júnior foi atacada por um grupo de militares armados, que logo tomou o controlo da rádio nacional.
A RADDHO, que receia pela vida do primeiro-ministro, pede aos militares para dar a prova de que ele está vivo e a sua libertação muito rapidamente.
A ONG baseada em Dakar considera que esta tentativa de golpe de Estado que intervem a alguns dias da segunda volta das eleições presidenciais, prevista para 29 de abril, vai piorar o clima político agitado.
«Tudo indica que a Guiné-Bissau vai mergulhar num conflito armado ingerível», receia a ONG, que recomenda o envio, o mais rápido possível, dum mediador da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que ficaria no país até a resolução final da crise.
A RADDHO exorta a CEDEAO a agir muito rapidamente para evitar a guerra cívil e caos na Guiné-Bissau, que poderiam, segundo ela, ter consequências nefastas para a sub-região.
-0- PANA SIL/DIM/TON 14abril2012