Quinzenário são-tomense vaticina queda de MLSTP

São Tomé- São Tomé e Príncipe (PANA) -- A menos de 20 dias do escrutínio presidencial, agendado para 30 de Julho, o maior quinzenário das ilhas lança um olhar crítico sobre a situação interna do partido histórico do país, o Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD, oposição), marcada actualmente por divergências internas, jogos de interesse e pelo discrédito.
O artigo assinado pelo director do jornal "O PARVO", Ambrósio Quaresma, afirma que "o MLSTP/PSD está, agora, mergulhado em queda de grandeza, em queda de moral e de credibilidade mais visíveis, depois das legislativas de Março último".
O problema é mais antigo e eclodiu em 2004, altura em que Manuel Pinto da Costa, ex-Presidente são-tomense e líder carismático da referida formação política, começava a ser “escorraçado” da sua liderança, de acordo com o PARVO.
O partido resentiu-se com a sua saída, pois semeou a divisão e quem agora controla o partido histórico é um "vento de liderança" da Acção Democrática Independente (ADI) de Patrice Trovoada que terá obrigado o ex-partido único a apoiar a sua candidatura às presidenciais a troco de "uns pares de dólares", segundo a mesma fonte.
O jornal questiona mesmo a capacidade de liderança da nova direcção do MLSTP/PSD, por não ter, no seu seio, figuras para dar o rosto a mais alta magistratura da nação, isto é, as presidenciais, acrescentou o quinzenário, concluindo que "o MLSTP perdeu o apoio do povo para governar e agora posiciona-se voluntariamente no lugar de partidos sem assento parlamentar".
O curioso, prosseguiu o PARVO, é que muitos observadores políticos são-tomenses garantem que a formação política que governou as ilhas durante 28 anos começa a entrar em decadência.
"Não cresceu para conquistar a maturidade, e deve agora passar testemunho a um outro que, no cenário actual, é a ADI", indicou o quinzenário.

12 Julho 2006 19:45:00


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