Quénia regista mutilações genitais femininas apesar de campanhas

Nairobi- Quénia (PANA) -- Os militantes de luta contra as Mutilações Genitais Femininas no Quénia (MGF) continuam preocupados porque, apesar das campanhas rigorosas contra este vício, mais de 200 meninas da região de Rift Valley, no norte do país, sofreram na semana passada esta dolorosa operação efectuada sem anestesia.
Os militantes receiam que muitas mais destas meninas tenham sido submetidas a este ritual nas áreas do país onde é praticado.
De acordo com um estudo realizado em três distritos de Rift Valley, esta praga afectou as raparigas de oito a 12 anos.
Os militantes desta luta indicaram que a maioria destas vítimas estavam para iniciar os estudos secundário no princípio de Novembro.
No seu relatório, assinado pelo seu coordenador David Koros, eles acusam os sobas das aldeias desta região de se opor à luta contra a Mutilações Genitais Femininas porque esta prática "faz parte da sua vida".
Os políticos locais também foram visados por estas acusações por fechar os olhos perante este ritual, receando perder o seu eleitorado.

29 Novembro 2005 20:39:00


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