Quénia quer ajudar a Somália a formar governo

Nairobi- Quénia (PANA) -- O Quénia está disposto e comprometido a ajudar a Somália a formar um governo nacional para reforçar a paz e estabilidade na África Oriental, disse o Ministro queniano dos Negócios Estrangeiros, Kalonzo Musyoka.
Discursando quarta-feira na Conferência Nacional de Reconciliação da Somália, em Eldoret, oeste do Quénia, o Ministro sublinhou que o seu país continuará comprometido com o processo de paz na Somália e a oferecer mediadores e apoio total à todos os actores políticos somalis.
Kalonzo Musyoka referiu que o governo queniano está a tentar resolver as dificuldades encontradas durante a Conferência.
"Também decidiu-se por consenso que os esforços, tempo e recursos consideráveis investidos na Conferência eram numerosos e não deviam ser sacrificados", acrescentou.
Esta é uma clara alusão a recentes contratempos que culminaram na substituição do Presidente da Conferência, Elijah Mwangale, pelo Embaixador Bethuel Kiplagat.
O governo substituiu o Enviado Especial Elijah Mwangale, um antigo Ministro, depois de delegados somalis terem expressado reservas sobre a forma como estava a dirigir a Conferência, criticando os seus lentos progressos.
Bethuel Kiplagat assumiu a Presidência do Comité Técnico da Autoridade Intergovernamental para o Desenvolvimento (IGAD) e deverá avançar as conversações para a segunda e terceira fases.
Para apressar as negociações, o governo queniano reuniu-se com o Djibuti e a Eritreia, o IGAD e parceiros internacionais visando discutir as questões que emperram as conversações.
Consequentemente, Musyoka apelou a todos os participantes nas negociações, incluíndo os líderes tradicionais somalis, mulheres e a sociedade civil a rededicar esforços na procura de uma solução política para os problemas que afectam o país.
A Somália vive um clima de instabilidade desde o derrube do ex- ditator militar, o falecido General Siad Barre, em 1991.

23 Janeiro 2003 11:37:00




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