Programa contra pobreza prioriza atividades geradoras de emprego em Cabo Verde

Praia, Cabo Verde (PANA) – A priorização de atividades geradoras de emprego e de rendimentos vai ser a grande aposta do novo programa de luta contra a pobreza em Cabo Verde, a vigorar até 2018, de acordo com o responsável pelo Programa Nacional de Luta contra a Pobreza (PNLP), Ramiro Azevedo.

Acrescentou que o empreendimento vai contar com um financiamento de 19,2 milhões de euros.

Ramiro Azevedo disse que, embora o alvo deste novo programa continue a ser a camada menos favorecida da sociedade, nesta nova fase vai ser dado um forte enfoque nas atividades geradoras de rendimento às quais vão ser alocados 85 porcento dos recursos financeiros.

Explicou que, como as ações são financiadas em parcelas, uma associação beneficiada pelo programa recebe inicialmente um adiantamento de 20 porcento do valor do projeto e só adquire direito à segunda parte do financiamento após a verificação da realização das atividades.

Nos próximos anos, acrescentou, as instituições de microfinanças (IMF) continuarão a ser um grande parceiro do PNLP, no âmbito do fundo rotativo de 770 mil euros, concedido pelo Banco Árabe para o Desenvolvimento em África (BADEA).

As metas do programa até 2018 vão ser a sustentabilidade dos projetos financiados e, pelo menos, 50 porcento das atividades destinados a mulheres, além de um incentivo ao espírito empreendedor dos jovens.

Neste âmbito do PNLP vai trabalhar, de forma concertada, com a Agência para o Desenvolvimento Empresarial (ADEI) e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP), ambas públicas e ligadas à promoção do empreendedorismo do jovem em Cabo Verde.

Para além de promover atividades geradoras de empregos e de rendimentos no mundo rural, a nova fase deverá igualmente consolidar ações desenvolvidas pelo anterior PNLP concluído em março de 2013.

A agricultura, a pesca, a pecuária e a formação profissional são os setores em que o novo programa vai centrar as suas ações.

Nesta quarta fase, o PNLP vai desenvolver uma rede, já criada, de 500 associações em nove comissões regionais de parceiros, através do reforço do trabalho em redes, por forma a beneficiar as pessoas ao prestar atenção a projetos cooperativos, a associações e a pequenas empresas rurais.

A terceira fase deste Programa, concluído em 2013, foi avaliada pelo FIDA (Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola) como o melhor do género na África Ocidental, tendo-se destacado pelo seu impacto na melhoria da qualidade de vida das populações abrangidas.

-0- PANA CS/DD 30set2013


30 Setembro 2013 14:16:58


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