Procedimento gradual para Governo Federal Africanao atrasa-nos - Wade

Accra- Gana (PANA) -- Os que defendem o procedimento gradual para um Governo de União "só nos atrasam porque África já não pode esperar", estimou segunda-feira à noite em Accra o Presidente senegalês, Abdoulaye Wade.
"O Governo da União não significa que os Estados vão suprimir os seus Ministérios para a União Africana.
Há simplesmente domínios de convergência que permitem a África falar duma só voz", indicou Wade numa declaração à imprensa no termo do segundo dia da nona Conferência dos chefes de Estado e de Governo da União Africana.
Contrariando os Estados que condicionaram a instauração do Governo da união ao sucesso da integração económica, o chefe de Estado senegalês afirmou que este procedimento "apenas nos atrasa".
"Pelo contrário, a integração política é que deve imprimir o ritmo da economia africana.
Empreendemos reformas que se revelaram contra- producentes.
Apesar das enormes potencialidades de que goza África, não conseguimos progredir", disse o Presidente Wade, salientando que "só um governo federal permitirá encontrar soluções para estes problemas", sublinhou o jurista senegalês.
"Hoje, é necessário criar uma entidade política e económica forte que possa interagir com grandes conjuntos como a Europa e os Estados Unidos no norte, e a China no leste", defendeu o Presidente senegalês, manifestando contudo o seu optimismo quanto ao sucesso da cimeira de Accra.
"Partiremos daqui com uma estratégia que nos deverá levar ao Governo Federal", concluiu o Presidente Wade, estimando por outro lado que os debates foram equilibrados.
Ele garantiu que "nenhum Estado africano se mostrou hostil ao Governo da União" apesar das divergências de pontos de vista concernentes à questão da soberania dos Estados.

03 Julho 2007 21:39:00




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