Primeira dama queniana convida mulheres à união

Nairobi- Quénia (PANA) -- A primeira dama do Quénia, Lucy Kibaki, convidou as mulheres do seu país a unirem-se para reivindicar o seu direito à palavra nas decisões com impacto sobre as suas vidas.
Falando aos membros do Fórum das Educadoras Africanas (FAWE), durante um almoço de anagriamento de fundos para o Conselho Nacional das Mulheres do Quénia, em Nairobi, quinta-feira, Kibaki declarou que a unidade das mulheres era necessária para resolver os obstáculos ao seu desenvolvimento.
A primeira dama convidou do mesmo modo as mulheres à cruzada contra as práticas tradicionais que as mantêm vulneráveis à descriminação.
Citou as mutilações genitais femininas (MGF) e o costume como algumas práticas prejudiciais no Quénia.
Sublinhou que as MGF expunham as mulheres à complicações durante a gravidez, entre as quais algumas podiam ser fatais.
A primeira dama congratulou-se com o papel activo desempenhado pelo Conselho Nacional das mulheres do Quénia na responsabilização económica, social e política das mulheres.
Elogiou o novo governo pela introdução da educação primária grátis, declarando que aquela medida tinha acontecido no momento oportuno para garantir que as meninas fossem educadas.
A esposa do presidente Mwai Kibaki condenou a prática de casar as filhas em idade escolar nalgumas comunidades, advertindo que era preciso acabar com "esta prática retrógrada dos casamentos precoces" por privar as raparigas da sua educação escolar.
Por seu turno, a ministra delegada da Mulher, Desportos e Serviços Sociais e Culturais, Alicen Chelaite assegurou às mulheres o engajamento do governo para garantir a igualdade entre homem e mulher.
Declarou que o seu Ministério submetera um projecto de lei ao Parlamento que deveria permitir o estabelecimento duma comissão sobre o género para ajudar as mulheres a realizar os seus sonhos.
No decorrer deste mesmo almoço, a ministra delegada da Administração Local, Betty Tett, sublinhou que era a ausência de igualdade de oportunidades e não de capacidades que impedia o desenvolvimento das quenianas.
No entanto, afirmou que o novo governo era sensível aos problemas da mulher e havia tomado medidas para que não fossem marginalizadas.

31 Outubro 2003 20:37:00




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