Presidente sudanês visita Nigéria

  Cartum- Sudão (PANA) -- O Presidente sudanês Omar Bashir deixou Cartum segunda-feira para Abuja onde vai discutir com o seu homólogo nigeriano Olusegun Obasanjo as formas de acelerar as negociações de paz em curso entre o seu governo e os rebeldes da conturbada província oeste-sudanesa de Darfur.
Durante a sua estada na capital federal nigeriana, Bashir e Obasanjo actual presidente da União Africana (UA), vão também examinar os preparativos da próxima cimeira africana prevista para Janeiro de 2006 em Cartum.
As autoridades do governo sudanês defendiam que a sétima ronda das negociações de paz com os rebeldes em Darfur, aberta a 28 de Novembro passado, fosse " decisiva" para o alcance da paz definitiva em Darfur.
Essas negociações de paz mediadas pela UA em Abuja visam pôr termo a uma guerra de quase dois anos entre as força governamentais e dois grupos rebeldes, designadamente o Movimento de Libertação do Sudão (SLM) e o Movimento Justiça e Igualdade (JEM).
De acordo com Majzoob al-Khalifah Ahmed, conselheiro presidencial e líder da delegação governamental às negociações de paz de Abuja, Bashir e Obasanjo vão também discutir questões de interesse comum.
Ahmed disse à televisão estadual "Sudan TV" e à rádio "Omdurman" que Bashir vai também passar por Ouagadougou, no Burkina Faso, para presenciar a investidura do Presidente eleito Blaise Compaoré.
Entretanto, a agência sudanesa de notícias (SUNA) citou um comunicado do porta-voz da delegação governamental às negociações de Abuja, Omer Adam Rahama, para afirmar que as duas partes "estão muito póximas de um acordo sobre a partilha da riqueza".
O comunicado refere que o governo e os representantes dos grupos rebeldes discutiram a criação de um fundo de reabilitação de Darfur.
Por seu turno, o porta-voz da UA nas negociações de paz, Noureddine Mezni, declarou à SUNA que o comité de partilha de riquezas adoptou os artigos 2 e 3 da sua agenda, ao passo que vários parágrafos continuam abertos a novas discusssões.
O conflito de Darfur começou em Fevereiro de 2003 quando os rebeldes desta região árida recorreram às armas para combater o que consideram uma "marginalização política e económica" da sua província pelo governo central.

19 Dezembro 2005 16:23:00




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