Presidente nigeriano saúda iniciativa britânica e encoraja G-8

Sirtes- Líbia (PANA) -- O  presidente em exercício da União Africana (UA), o chefe de Estado nigeriano Olusegun Obasanjo, convidou segunda-feira em Tripoli os países mais industrializados do mundo a reflectir seriamente sobre as causas profundas dos problemas socioeconómicos de África e a lançar acções visando ajudar o continente.
Falando durante a cerimónia de abertura da quinta cimeira da organização panafricana, o líder nigeriano elogiou o relatório da Comissão para África do primeiro-ministro britânico Tony Blair que visa enfrentar os desafios de desenvolvimento do continente.
"O relatório defendeu um apoio adicional aos países africanos e insistiu na natureza, na dimensão e nas implicações das crises em África.
Felicito o primeiro-ministro britânico Tony Blair pelo seu apoio à luta contra a pobreza e o desemprego no continente", declarou o Presidente Obasanjo.
Ele estimou que o relatório "deve ser aprovado e bem financiado pelo grupo das oito nações mais industrializadas do mundo (G-8) e demais países desenvolvidos para evitar que este importante documento termine como os precedentes que não registaram nenhuns resultados favoráveis para a África.
"Durante esta cimeira, devemos tomar uma decisão colectiva sobre a necessidade de os países desenvolvidos adoptarem o relatório de Blair para mobilizar os recursos necessários para a aplicação das suas recomendações.
Se isso não for feito, o relatório será apenas uma outra mensagem utópica para África sem o apoio susbtantivo para fazer progredir o continente", afirmou o presidente em exercício da UA.
Ele insistiu igualmente na necesidade de os líderes africanos  dedicarem-se firmemente à democracia, à boa governação e às melhores práticas administrativas criando ao mesmo tempo um ambiente favorável a um desenvolvimento soicoeconómico rápido através das reformas políticas e económicas.
A organização continental felicitou os credores que decidiram anular a dívida dos 14 países africanos mais endividados, sublinhando todavia que os Estados beneficiários desta medida necessitam ainda de "linhas de segurança" para poderem colocar ao serviço do desenvolvimento sustentável e do relançamento económico os recursos tirados do seu desendividamento.

05 Julho 2005 11:54:00




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