Lagos, Nigéria (PANA) – O Presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, condenou “o ataque terrorista mortífero” perpetrado contra a Universidade Bayero, domingo último em Kano, no norte do país, em que morreram 18 fiéis cristãos.
Num comunicado divulgado esta segunda-feira pelo seu porta-voz, o líder nigeriano qualifica os assaltantes « de seres malevolentes » e a morte dos fiéis de «cruel».
« O Presidente Jonathan deplora profundamente este mergulho absolutamente odioso nas novas profundidades da ignomínia pelos autores do ataque contra uma das infraestruturas académicas mais veneráveis do país e os seus membros.
« O Presidente exorta os nigerianos a continuarem unidos na sua condenação e rejeição dos terroristas que demonstraram claramente, pelos seus últimos ataques contra a imprensa e a comunidade universitária, que o seu objetivo é desestabilizar a nação e as suas instituições », disse o chefe de Estado nigeriano no seu comunicado.
Ele insta os nigerianos a não cederem ao desespero face à persistência dos ataques terroristas mas seguros de que o Governo Federal « faz o seu possível para que a Nigéria ultrapasse o flagelo do terrorismo cego».
O ataque ocorreu três dias depois de a seita islamita Boko Haram ter colocado uma bomba nas instalações do diário privadoThisday em Abuja, a capital federal, e em Kaduna, no norte do país, matando nove pessoas.
Até agora, ninguém reivindicou o ataque de domingo mas o facto de homens armados terem lançado em primeiro lugar três explosivos ao auditório onde fiéis cristãos estavam a rezar antes de dar tiros, um método similar a precedentes ataques de Boko Haram, levando muitas pessoas a suspeitarem a seita.
Segundo o chefe de Estado-Maior nigeriano, o general da Força Aérea, Oluseyi Petinrin, os ataques de Boko Haram fizeram mais de mil 200 mortos desde 2009.
No entanto, a declaração do conselheiro nacional para a Segurança, o general Andrew Azazi, traduz a frustração do Governo face a estes atos contínuos.
Este último acusou, na semana passada, a política interna do Partido Democrático Popular (PDP, no poder) de estar na origem da violência.
Estas acusações suscitaram várias críticas e numerosos apelos para a sua demissão devido à sua vontade de «politizar » uma questão de segurança nacional.
-0- PANA SEG/NFB/JSG/FK/DD 30abril2012