Presidente moçambicano prioriza luta contra pobreza

Maputo- Moçambique (PANA) -- O principal desafio que Moçambique deve enfrentar em 2007 será a determinação e a implementação da agenda nacional em matéria da luta contra a pobreza e desenvolver acções e combater os obstáculos que impedem o desenvolvimento, afirmou o Presidente mozambicano, Armando Guebuza.
No seu discurso de Ano Novo, citado pela Agência Moçambicana de Informação (AIM), o Presidente Guebuza enumerou entre os principais obstáculos ao desenvolvimento a burocracia, a corrupção, a criminalidade, a apatia e o clientelismo bem como as grandes doenças endémicas como a sida, o paludismo e a tuberculose.
Exortou a todos os Moçambianos a fazerem o máximo de si em 2007 a fim de permitir que um grande número de cidadãos possam ter acesso à àgua potável e ao emprego.
Segundo o governante moçambicano, 2007 deve ser igualmente o ano em que vai aumentar o número de pessoas beneficiárias da electicidade produzida pela barragem de Cahora Bassa no rio Zambeze.
Guebuza considerou o ano findo como aquele em que a unidade naional, a estima de si mesmo, o espírito patriótico e as instituições culturais e democráticas foram reforçadas e a cultura da paz, o espírito de integração e tolerância, preconizadas.
"Conseguimos garantir a establidade macroeconómica e financeira ao longo de 2006 o que constitui um factor de estímulo da actividade socioeconómica", indicou o chefe de Estado.
Ele subllinhou que em 2006, o governo tinha lançado a segunda fase de um ambicioso programa de reforma no sector público tendo por objectivo a satisfação das preocupações dos cidadãos pelo Estado.
Guebuza indicou ainda que 2006 foi o ano da descentralização com a definição do distrito rural como a principal unidade de planificação.
Pela primeira vez o orçamento do Estado serviu para financiar os projectos do desenvolvimento local, lembrou.
Apesar de resultados económicos positivos, o chefe de Estado moçambicano manifestou as suas preocupações face à agravação da epidemia da sida que continua a ceifar vidas no seu país.
"Cada vez mais, o número dos seropositivos aumenta.
Cada um de nós deve agir contra a discriminação cujas vítimas são as pessoas infectadas pela sida", indicou, apelando às populações para se submeter voluntariamente a testes.

02 Janeiro 2007 20:39:00


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