Presidente moçambicano pede combate à pobreza

Maputo- Mocambique (PANA) -- O novo Presidente moçambicano, Armando Guebuza, pediu segunda-feira o apoio e o encorajamento de toda a sociedade no combate contra a pobreza.
Falando na cerimónia de empossamento dos últimos governantes que completam o seu Executivo, Guebuza considerou a luta contra a pobreza como a missão principal do seu mandato.
Instou os membros do seu governo a empenharem-se  com persistência e determinação para esclarecer os cidadãos de que "a pobreza não é uma dádiva divina" mas que pode ser erradicada com o seu trabalho.
Neste desafio, advertiu, os governantes terão como "grandes adversários" o cidadão que assume que a sua condição de pobre é imutavel e que, por isso, "se resigna a participar nesta epopeia da nova libertação".
"É aquele cidadão que acredita que, tendo os seus progenitores sido sempre pobres, ele não pode aspirar a uma condição diferente", insistiu acrescentando que alguns destes pessimistas podem até ser levados a não ver ou a não reconhecer os progressos em curso à sua volta.
Outro adversário identificado por Guebuza é o  constituído pelos "pregadores da pobreza, os profetas da desgraça, aqueles que advogam que esta condição social é sinónima de honestidade e um exemplo a seguir por todos os moçambicanos".
"Para estes pregadores da pobreza, aqueles que não sabem onde e como obter a próxima refeição, aqueles que não têm acesso à educação, à saúde, à água potável e à energia eléctrica são o exemplo de integridade moral, o estandarte que todos devemos altear com orgulho", afirmou.
Na opinião do novo chefe de Estado moçambicano, tais pessoas são hipócritas porque não aceitam essas duras e difíceis condições de vida para eles próprios.
Os membros do governo devem procurar esclarecer com coragem, firmeza e franqueza que os moçambicanos, como outros povos do mundo, têm direito a uma vida melhor, disse.
Armando Guebuza defendeu igualmente a promoção de mercados rurais e medidas para a redução dos custos de transacção dos bens e serviços, visando uma maior rentabilização dos meios e o aumento da produtividade em todos os sectores da actividade económica e social.
Por outro lado, pediu um combate cerrado contra o burocratismo, o espírito de deixa-andar, o crime e a corrupção no aparelho do Estado factores que, segundo ele, "frustram os esforços tendentes a reforcar a ética, a autoridade e a capacidade do Estado para dinamizar o desenvolvimento económico e social do país.
Na cerimónia de segunda-feira, Guebuza conferiu posse aos ministros dos Antigos Combatentes, Feliciano Gundana; da Justiça, Esperança Machavela, e da Ciência e Tecnologia, Venâncio Massingue.
Foram igualmente empossados os vice-ministros Eduardo Koloma (Negócios Estrangeiros e Cooperação), José Mandra (Interior), Ernesto Augusto (Transportes e Comunicação), Soares Nhaca (Trabalho), Carmelita Namashulua (Administração Estatal), A lfredo Namitete (Comércio e Indústria), Catarina Kassimo (Agricultura), e Abdul Razak Noormahomed (Recursos Minerais).
Com a investidura destes governantes, fica concluída a composição do elenco governativo de Guebuza, que totaliza 25 ministros e 13 vice-ministros.
Inaugurado na mais alta magistratura de Moçambique a 2 de Fevereiro passado, na sequência da sua vitória eleitoral de Dezembro último, Guebuza conferiu também posse, no mesmo dia, a 11 governadores provinciais, incluindo o da cidade de Maputo (capital do país).
   Para esta última, apesar de ter também estatuto de província, é a primeira vez que passa a ter um governador.
Os governadores provinciais empossados foram Lázaro Mathe (Cabo Delgado), Arnaldo Bimbe (Niassa), Filipe Paunde (Nampula), Ildefono Muanantapha (Tete), Carvalho Muaria (Zambézia), Raimundo Djomba (Manica), Alberto Vaquina (Sofala), Lázaro Vicente (Inhambane), Djalma Lourenço (Gaza), Telmina Pereira (Maputo) e Rosa da Silva (cidade de Maputo).

15 Fevereiro 2005 20:20:00


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