Presidente moçambicano insta cientistas a lutar contra pobreza

Maputo- Moçambique (PANA) -- O Presidente moçambicano, Armando Guebuza, exortou quarta-feira os investigadores a acelerar os seus trabalhos a fim de contribuir para o desenvolvimento e satisfazer o desejo do povo moçambicano de sair da pobreza.
Falando em Maputo por ocasião do lançamento da estratégia científica e tecnológica do Governo que coincidiu com a abertura do primeiro encontro de harmonização dos planos de pesquisa científica em Moçambique, Guebuza pediu aos investigadores para se considerar como "soldados da ciência" capazes de vencer obstáculos de urgência e estruturais com os quais o país está confrontado.
Sublinhou que eles deverão inscrever-se numa dinâmica de trabalho de equipa ao fazer da zona rural o ponto de partida e chegada das suas actividades de investigação, ao partilhar as suas ideias e ao ligar os esforços da ciência ao conhecimento tradicional do povo.
O Presidente moçambicano indicou que se a ciência, a tecnologia e a inovação devem assumir as primeiras posições na luta contra a pobreza, cada cientista deve demonstrar criatividade e abertura para a partilha dos conhecimentos.
"Vocês deverão lembrar-se que se for um especialista solitário num domínio particular, isto não deverá ser uma fonte de orgulho pois é sinónimo de probreza", defendeu.
"Isto deverá ser um motivo de preocupação, pois não se pode sozinho encontrar as diferentes soluções que permitam sair da pobreza", indicou.
Guebuza acrescentou que as instituições de formação, os órgãos de pesquisas, o sector da produção e as empresas deverão priorizar a investigação útil a fim de conhecer a maneira como aproveitar das tecnologias de informação e de comunicação.
O Presidente moçambicano sublinhou, por outro lado, que o conhecimento destas tecnologias permite reduzir as distâncias físicas e garantir a troca de conhecimentos e de experiêncas a tempo real através da rede das diferentes instituições.
Adiantou que ao atribuir uma atenção especial à pesquisa, o Governo quer restabelecer um equilíbrio entre investimentos e os resultados concretos dos programas de pesquisa entre a teoria e a prática.
Citando o fundador do nacionalismo moçambicano e presidente da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), Eduardo Mondlane, o Presidente moçambicano declarou que "a independência da nação não é um fim em si mas um meio para que os cidadãos do seu país possam alcançar o seu sonho de sair da pobreza".

22 Fevereiro 2007 11:10:00


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