Presidente da FIJ denuncia violências contra jornalistas

Túnis- Tunísia (PANA) -- O presidente da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), Jim Boumelha, denunciou no fim-de-semana em Túnis os assassinatos de jornalistas, considerando que o fenómeno atingiu "niveis extremos" nos últimos três anos.
Falando durante a cerimónia de abertura do congresso constitutivo do Sindicato Nacional dos Jornalistas Tunisinos (SNJT), Boumelha afirmou que 171 jornalistas e trabalhadores da imprensa foram mortos nos últimos três anos.
"O perigo encontrado por estes jornalistas é, em grande parte, local por ocasião de reportagens sobre a pobreza, a corrupção ou os abusos de poder", declarou Boumelha.
"Centenas de outros jornalistas são perseguidos, atacados ou presos e não só nas zonas de conflito.
Esta vaga de violência contra os mídias e os assassinatos de jornalistas tornaram-se a questão mais importante para todos os jornalistas do mundo", acrescentou, sublinhando que a profissão de jornalista se tornou cheia de riscos.
"Sofremos cada vez mais as pressões dos poderes políticos, sujeitos cada vez mais a uma vigilância mais estreita e a restrições crescentes", deplorou o presidente da FIJ.
Congratulou-se, no entanto, com a criação há algumas semanas em Abuja, na Nigéria, da Federação Africana dos Jornalistas.
"A primeira acção sindical desta Federação foi instar a União Africana (UA) e a Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas a levar a cabo um inquérito, a denunciar e a tomar acções adequadas contra os países que violam os direitos fundamentais dos jornalistas", declarou Boumelha.
"É difícil hoje falar pomposamente de liberdade de imprensa enquanto os jornalistas vivem em condições fragilizadas ou em condições de corrupção, de pobreza ou de medo", frisou o presidente da Federação Internacional dos Jornalistas.

14 Janeiro 2008 11:51:00




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